O Feira Preta Festival retorna ao Rio de Janeiro após uma década. A edição de 2026 acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio com o conceito “Viva Pequena África”. A programação ocupará o Píer Mauá, o Armazém Kobra e o circuito histórico da região portuária, um dos principais territórios da diáspora africana no Brasil.
O festival anuncia as primeiras atrações confirmadas. Leci Brandão e Teresa Cristina lideram o line-up. A lista inclui ainda Baile Black Bom, Sandra de Sá, Tati Quebra Barraco, Awurê, Roberta Sá e Marina Íris. A curadoria combina nomes consagrados e novos talentos da economia criativa negra.
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O encontro sucede o festival realizado em Salvador em 2025, que reuniu mais de 30 mil pessoas no Centro Histórico da cidade. A movimentação entre as duas cidades conecta territórios históricos da diáspora africana no Brasil. O festival cria pontes entre diferentes centros de produção cultural e econômica negra, fortalecendo a circulação de pessoas, ideias e negócios.
“Retornar ao Rio depois de dez anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.
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Três eixos e programação diversa
Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento articula três eixos principais: território, diáspora e economia preta. A programação inclui feira de empreendedores, shows, rodas de samba, debates, experiências gastronômicas, encontros de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo negro.
O Feira Preta Cria, programa que antecede o festival, impulsiona novos talentos da economia criativa negra. A iniciativa forma empreendedores e artistas que integram a programação do evento. O fortalecimento dessas trajetórias conecta formação, geração de renda e projeção de novos protagonistas.
Antônio Pita, diretor da iniciativa e fundador da Diáspora.Black, reforça o significado da escolha do local. “A realização do Festival na Pequena África é uma celebração ao legado deste território, reconhecendo as manifestações e organizações locais e sua importância para a cultura carioca e do Brasil.”
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