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Festa Literária de Boipeba promove dança e literatura baiana em Angola

Programação reúne atividades gratuitas que serão realizadas na capital Luanda entre os dias 27 e 3 de março
Integrantes do coletivo, Matheus Imperal, Thales de Moraes, e Gilvan Reis.

Integrantes do coletivo, Matheus Imperal, Thales de Moraes, e Gilvan Reis.

— Divulgação/Naldo Delavecchia

27 de fevereiro de 2026

O projeto “Flipeba em Movimento: Conexões Diaspóricas entre Bahia e Angola” desembarca em Luanda entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março de 2026, com o objetivo de promover a literatura, a dança e a produção cultural baiana na capital angolana.

A iniciativa apresentará ao público local a proposta da Festa Literária da Ilha de Boipeba (Flipeba), realizada no Baixo Sul da Bahia e articulada por artistas, educadores e produtores independentes. O projeto reúne diferentes linguagens artísticas desenvolvidas ao longo de quatro edições.

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A programação inclui atividades gratuitas e abertas ao público com o lançamento de um livro de antologias poéticas produzidas por estudantes da rede pública do arquipélago de Cairu (BA), e a roda de conversa “Histórias para um Futuro Possível”, com os organizadores da Flipeba, Gilvan Reis e Thales de Moraes.

Em Luanda, os organizadores conduzirão um debate sobre a literatura como ferramenta de pertencimento, valorização do território, consciência ambiental e fortalecimento de comunidades tradicionais e periféricas.

De acordo com Thales de Moraes, coordenador da Flipeba, a iniciativa reforça a importância da internacionalização do projeto literário, que tem como foco a valorização da cultura tradicional, quilombola e periférica. “Tudo isso por meio da literatura e da cultura de Boipeba, uma comunidade tradicional, onde as atividades da feira ajudaram a promover e até mesmo despertar o potencial criativo de muitos jovens do território”, afirmou em comunicado à imprensa.

Além da literatura, a programação inclui oficinas de dança e apresentações  com  a performance “Ser Natural”, do dançarino boipebano Matheus Imperial, evocando ancestralidade e conexão entre corpo, identidade e cultura.

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  • Thayná Santana

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