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Morre Ideval Anselmo, uma das maiores referências do Carnaval de SP, aos 85 anos

Compositor construiu trajetória na Camisa Verde e Branco, foi autor de clássicos como “Narainã” e o maior vencedor de concursos e títulos no estado de São Paulo
O compositor Ideval Anselmo, referência no Carnaval de São Paulo.

O compositor Ideval Anselmo, referência no Carnaval de São Paulo.

— Divulgação

19 de fevereiro de 2026

O compositor Ideval Anselmo, um dos maiores nomes do Carnaval de São Paulo, morreu na quarta-feira (18), aos 85 anos. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada por familiares e amigos do sambista.

Nascido em 18 de setembro de 1940, em Catanduva (SP), Ideval iniciou sua trajetória no samba em 1969, na escola de samba Camisa Verde e Branco. Na agremiação, construiu uma história marcada por títulos, conquistando quatro vitórias no Carnaval paulistano.

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Além de ser responsável por diversos sambas-enredo, o artista foi um dos criadores de “Narainã, a Alvorada dos Pássaros”, de 1977 da Camisa Verde e Branco, música composta ao lado de Zelão. A obra foi eleita “o samba do século” pelo jornal Folha de S.Paulo.

O sambista também passou por outras escolas, como a Rosas de Ouro e a Tom Maior, e se tornou o maior vencedor de concursos e títulos de sambas-enredo no estado de São Paulo, com 22 concursos vencidos e cinco títulos conquistados.

Entre as vitórias pela Camisa Verde e Branco estão “Literatura de Cordel” (1974), quando conquistou seu primeiro título; “Uma Certa Nega Fulô” (1976); “Narainã, a Alvorada dos Pássaros” (1977), considerado um marco do samba paulista; e “Almôndegas de Ouro” (1979). Pela Rosas de Ouro, venceu com “A Velha Academia – Berço de Heróis” (1984).

Álbum homenageia Velhas Guardas de SP

Em homenagem ao compositor, o grupo Encontro das Velhas Guardas, formado por Ideval Anselmo, Zé Maria e Marco Antonio,  três grandes nomes das Velhas Guardas das escolas de samba paulistanas, lançarão o álbum “Samba no Terreiro”.

No disco, já gravado, os integrantes interpretam 12 sambas compostos por eles. Zé Maria é figura da Unidos do Peruche e também teve passagens pela Barroca Zona Sul, entre outras agremiações. Já Marco Antonio iniciou sua trajetória na Mocidade Alegre, como mestre-sala, e é fundador da Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde.

O nome do álbum é inspirado nas quadras das escolas de samba, espaços que retratam o cotidiano das comunidades e evidenciam que a vida e a obra dos sambistas vão além do calendário oficial do Carnaval. 

Em 2024, o grupo foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria “Melhor Grupo de Samba”, com o disco “Talismã: Negro Maravilhoso!” (Selo Sesc, 2023).

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  • Thayná Santana

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