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Cantora angolana Titica leva kuduro ao Festival Feira Preta, no Rio

Artista conhecida como "rainha do kuduro" fará show ao lado da funkeira Tati Quebra Barraco
A cantora angolana Titica.

A cantora angolana Titica.

— Divulgação/Assessoria de imprensa

24 de maio de 2026

Titica, a primeira cantora transexual a fazer sucesso em Angola, está confirmada no Festival Feira Preta, que ocorre nos dias 29, 30 e 31 de maio, no Rio de Janeiro.

O convite, feito pela funkeira Tati Quebra Barraco, surge como reconhecimento do sucesso Titica e da resistência que define a sua trajetória como artista queer num contexto onde a visibilidade representa um ato político.

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Considerada a Rainha do Kuduro, Titica consolidou pontes culturais entre Angola e Brasil através de colaborações que alcançaram forte popularidade.

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A parceria com o cantor brasileiro Vitão na música “1 Pra Um” ecoou nos dois países, enquanto o lançamento de “Passarelas da Vida”, o seu álbum mais recente, integrou participações de Vitão, Rebo, Ivan Alexei e Anna Joyce, reforçando um projeto transnacional centrado na lusofonia.

Em Angola, onde a homossexualidade deixou de ser crime apenas em 2019, Titica abriu caminho por si mesma, enfrentando agressões físicas e rejeição social por sua identidade e sexualidade. Num contexto onde muitas pessoas queer são forçadas ao silêncio ou ao exílio, ela escolheu cantar alto. A sua música é testemunho de resistência. 

Neste momento, o kuduro atravessa um ciclo de relevância global sem precedentes. Recentemente, a marca esportiva Adidas lançou uma campanha filmada integralmente em Luanda, com coreografia de Rubina Suzeth e bailarinos angolanos, utilizando o kuduro como linguagem central.

Titica, como protagonista de um som que agora alcança o mundo, encarna essa transformação, de ritmo dos bairros de Luanda a fenômeno cultural global.

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