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AGU moveu 36 ações para reparar prejuízos causados no 8 de janeiro

Medidas buscam responsabilizar condenados pelo STF pela depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília
Presentes protocolares de autoridades estrangeiras que estavam expostos no Salão Verde, na sede dos Três Poderes em Brasília, em 2023.

Presentes protocolares de autoridades estrangeiras que estavam expostos no Salão Verde, na sede dos Três Poderes em Brasília, em 2023.

— Reprodução/ Claudia Guimarães/Câmara dos Deputados

8 de janeiro de 2026

Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou, nesta quinta-feira (8), que foram ajuizadas 36 ações judiciais relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. As ações têm como objetivo a reparação dos danos causados ao patrimônio público federal.

Os prejuízos incluem peças danificadas, obras de arte, mobiliário, presentes de chefes de Estado estrangeiros e outros objetos e somam mais de R$ 56 milhões.

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As ações foram propostas pela União para que as pessoas condenadas criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como responsáveis pela depredação dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal assumam, de forma solidária, a reparação dos danos.

Em 2024, alguns itens simbólicos foram restaurados, como o Brasão da República, a escultura em bronze “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, e o quadro “Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje”, do artista plástico Massanori Uragami.

Segundo a AGU, até o momento, as medidas adotadas resultaram no bloqueio de aproximadamente R$ 9,5 milhões, entre valores e bens móveis. Para garantir a reparação, foram bloqueados 223 veículos e mais de R$ 3,3 milhões em recursos financeiros, além da Justiça, determinar o bloqueio de mais de 50 imóveis urbanos e rurais, incluindo fazendas e casas em condomínios de luxo.

Ainda conforme as ações da União, os danos ao patrimônio público foram calculados com base em documentos oficiais. No julgamento das ações penais, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou em R$ 30 milhões o valor mínimo de indenização por danos morais coletivos.

Também foram contabilizados danos materiais que chegam a  R$ 26,2 milhões, apontados pelo Senado Federal, pela Câmara dos Deputados, pela Casa Civil da Presidência da República e pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Após o trânsito em julgado das condenações, a AGU dará início às chamadas ações ex delicto, que têm como objetivo a reparação, na esfera cível, dos danos decorrentes de crimes já reconhecidos na esfera penal.

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  • Thayná Santana

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