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STF realiza evento para relembrar invasão golpista de 8 de janeiro

Órgão promove exposição, documentário e debates no aniversário de três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília
Imagem mostra vidraça quebrada e manifestantes bolsonaristas em Brasília.

Imagem mostra vidraça quebrada e manifestantes bolsonaristas em Brasília.

— Joedson Alves/Agência Brasil

3 de janeiro de 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, no dia 8 de janeiro, em Brasília, um evento para relembrar os atos de 2023, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. A iniciativa busca registrar a data e discutir os impactos institucionais das ações que pediam intervenção militar após o resultado das eleições de 2022.

Intitulado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, o evento reúne atividades culturais e debates ao longo do dia na sede do tribunal.

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A agenda começa no início da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do STF. A mostra reúne registros do processo de reparação dos danos causados aos prédios do Judiciário.

Na sequência, o Museu do STF recebe a exibição do documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, que aborda os acontecimentos e a resposta institucional após as invasões.

O programa inclui ainda uma roda de conversa com jornalistas no museu do tribunal, com foco na cobertura dos fatos e no papel da imprensa. O encerramento ocorre no Salão Nobre do STF, com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”.

Contexto institucional

Ao recordar a data em cerimônia realizada neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos representaram a face visível de um movimento que articulava um golpe de Estado. Segundo o ministro, rememorar o episódio constitui um esforço de preservação da memória institucional e de enfrentamento do passado recente.

Após a divulgação do resultado das eleições de 30 de outubro de 2022, grupos passaram a pedir intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O período registrou bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis em diversas cidades.

A escalada incluiu a colocação de um artefato explosivo próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal após a queima de ônibus no dia da diplomação presidencial, também na capital federal.

Após investigações, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. As decisões atribuíram ao ex-mandatário a condução de uma conspiração contra o resultado eleitoral com o objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022. Foi a primeira vez na história do país que militares foram condenados por golpe de Estado.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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