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Câmara coloca PEC da Segurança Pública em votação e retira maioridade penal do texto

Acordo entre governo e relator exclui referendo sobre redução da idade penal previsto para 2028; presidente Hugo Motta afirma que pauta estrutural precisa ser deliberada
Jovem manifestante em protesto exibe bandeira amarela contra a redução da maioridade penal, enquanto agentes de segurança observam da margem.

Jovem manifestante em protesto exibe bandeira amarela contra a redução da maioridade penal, enquanto agentes de segurança observam da margem.

— Arquivo/Agência Brasil

4 de março de 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu submeter ao Plenário, na sessão desta quarta-feira (4), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A decisão ocorre após período de discussões e negociações sobre o texto.

Por meio de acordo entre o governo e o relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), foram retirados do texto original os temas da redução da maioridade penal e a previsão de um referendo sobre a proposta em 2028. Motta afirmou que o objetivo é concentrar a deliberação em uma pauta estrutural para a segurança pública.

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“Será tratada numa matéria à parte, e não vamos tratar desse referendo em 2028, mas entendemos que essa é uma pauta que precisa ser discutida. Precisamos trazer uma pauta estrutural que é da segurança pública e criar um sistema único da segurança pública, além de outras ideias que estão sendo atendidas”, declarou Motta.

Mendonça Filho afirmou que o texto propõe um redesenho da capacidade de atuação das forças policiais no país. A proposta preserva a atuação da Polícia Federal e estende o trabalho da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias.

O relator também destacou a inclusão de dispositivos voltados às vítimas da violência. “Também estabelecemos o respeito às vítimas da violência. Não nos esquecemos do direito das vítimas à reparação e à justiça”, disse.

Maioridade penal em separado

O relator Mendonça Filho esclareceu que o tema da maioridade penal gera um debate que se radicaliza na sociedade e precisa ser enfrentado, mas poderia contaminar a discussão sobre a reestruturação da segurança pública no país.

“O que o presidente propôs é que essa discussão pode se dar em paralelo a este redesenho da estrutura de segurança pública no país”, explicou o deputado.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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