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Com presença de Lula, ato em defesa das cotas reúne 15 mil pessoas em SP

Mobilização convocada por movimentos negros e populares destacou os 21 anos do Prouni e os 14 anos das cotas nas universidades federais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de ato em defesa das cotas em São Paulo, no dia 31 de março de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de ato em defesa das cotas em São Paulo, no dia 31 de março de 2026.

— Paulo Pinto/Agência Brasil

1 de abril de 2026

Mais de 15 mil pessoas — entre trabalhadores, estudantes e lideranças de diversas regiões do Brasil — se reuniram na tarde da terça-feira (31) no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, para o Ato Nacional em Defesa das Políticas de Cotas Raciais e das Ações Afirmativas.

O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Camilo Santana, do ex-ministro da Fazenda e da Educação, Fernando Haddad, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de representantes de movimentos sociais e lideranças de projetos sociais.

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A mobilização, convocada por movimentos negros e populares, reforçou a importância das políticas de democratização do acesso à educação superior e de promoção da igualdade racial, como o aniversário de 21 anos do Programa Universidade para Todos (Prouni).

O evento também destacou os 14 anos da política de cotas nas universidades federais e os dez anos de formatura da primeira turma de estudantes cotistas.

Leia mais: Após Santa Catarina, projeto no Paraná quer proibir cotas raciais nas universidades públicas

“Não existe, na história da humanidade, nenhum país que evoluiu sem investir na educação. Não tem mais volta. Independente de cor, gênero ou qualquer coisa, todos têm o direito de estudar na universidade e ser doutor nesse país”, disse o presidente Lula, em nota.

Em 21 anos, o Prouni concedeu bolsas de estudos em universidades privadas para mais de 7,7 milhões de pessoas. Segundo o governo federal, a maioria dos beneficiados foram mulheres e pessoas negras.

“As cotas fazem parte do processo de reparação histórica. Elas não foram dadas, foram conquistadas! E essa conquista vai permanecer por meio da luta e da mobilização constante do povo brasileiro”, afirmou Anielle Franco.

À Alma Preta, Loyane Lô, representante do Levante Popular da Juventude, destacou a importância das cotas raciais e sociais no Brasil.

“As cotas fazem parte do processo de reparação histórica. Elas não foram dadas, foram conquistadas! E essa conquista vai permanecer por meio da luta e da mobilização constante do povo brasileiro”, afirmou.

Leia mais: O que é reparação histórica para a Marcha das Mulheres Negras?

Durante a cerimônia, também foram anunciadas novas medidas para a educação brasileira, como o fortalecimento da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que recebeu investimento total de R$ 290 milhões para apoiar mais de 800 cursinhos populares.

O governo também anunciou a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa educacional voltado para as redes públicas de ensino com previsão de investimento de R$ 50 milhões até 2027, e a construção de novos Institutos Federais.

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  • Estudante de Jornalismo na USJT e moradora da periferia da zona sul de São Paulo, atua na comunicação inclusiva e acessível, com foco no jornalismo periférico. Comprometida com a valorização da cultura indígena e com a ampliação do espaço das mulheres na sociedade, também é apaixonada por música e cinema nacional.

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