Mais de 15 mil pessoas — entre trabalhadores, estudantes e lideranças de diversas regiões do Brasil — se reuniram na tarde da terça-feira (31) no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, para o Ato Nacional em Defesa das Políticas de Cotas Raciais e das Ações Afirmativas.
O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Camilo Santana, do ex-ministro da Fazenda e da Educação, Fernando Haddad, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de representantes de movimentos sociais e lideranças de projetos sociais.
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A mobilização, convocada por movimentos negros e populares, reforçou a importância das políticas de democratização do acesso à educação superior e de promoção da igualdade racial, como o aniversário de 21 anos do Programa Universidade para Todos (Prouni).
O evento também destacou os 14 anos da política de cotas nas universidades federais e os dez anos de formatura da primeira turma de estudantes cotistas.
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“Não existe, na história da humanidade, nenhum país que evoluiu sem investir na educação. Não tem mais volta. Independente de cor, gênero ou qualquer coisa, todos têm o direito de estudar na universidade e ser doutor nesse país”, disse o presidente Lula, em nota.
Em 21 anos, o Prouni concedeu bolsas de estudos em universidades privadas para mais de 7,7 milhões de pessoas. Segundo o governo federal, a maioria dos beneficiados foram mulheres e pessoas negras.
“As cotas fazem parte do processo de reparação histórica. Elas não foram dadas, foram conquistadas! E essa conquista vai permanecer por meio da luta e da mobilização constante do povo brasileiro”, afirmou Anielle Franco.
À Alma Preta, Loyane Lô, representante do Levante Popular da Juventude, destacou a importância das cotas raciais e sociais no Brasil.
“As cotas fazem parte do processo de reparação histórica. Elas não foram dadas, foram conquistadas! E essa conquista vai permanecer por meio da luta e da mobilização constante do povo brasileiro”, afirmou.
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Durante a cerimônia, também foram anunciadas novas medidas para a educação brasileira, como o fortalecimento da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que recebeu investimento total de R$ 290 milhões para apoiar mais de 800 cursinhos populares.
O governo também anunciou a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa educacional voltado para as redes públicas de ensino com previsão de investimento de R$ 50 milhões até 2027, e a construção de novos Institutos Federais.