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Comissão da Câmara aprova criação do Dia Nacional de Combate à LGBTfobia no futebol

A proposta estabelece a inclusão por meio de ações concretas e planos nacionais de políticas esportivas de promoção da diversidade
Imagem de uma bandeira LGTQIAPN+ no campo de futebol.

Imagem de uma bandeira LGTQIAPN+ no campo de futebol.

— Reprodução/EC Bahia

28 de agosto de 2025

A Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei (PL) n° 1702/25, que institui o Dia Nacional de Combate à LGBTfobia no Futebol, a ser celebrado no dia 13 de novembro. O projeto é de autoria da deputada federal Alice Portugal (PCdoB), em parceria com o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.

A data faz referência à fundação do próprio coletivo, criado em 2021, reconhecido como o primeiro movimento nacional de torcedores LGBTQIA+ no Brasil. O grupo se tornou referência na luta por um ambiente mais inclusivo no futebol brasileiro.

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Além da criação da data comemorativa, o projeto propõe ações concretas de enfrentamento à discriminação no esporte, com a inclusão do tema nas políticas nacionais de esporte. 

Entre as medidas previstas estão campanhas educativas e formação de profissionais da área, com capacitação de técnicos, árbitros, dirigentes, atletas e agentes de segurança para coibir atos discriminatórios.

O texto também prevê a criação de mecanismos de denúncia e punição efetiva para agressores, além da valorização de clubes e torcidas que promovem a inclusão e o respeito à diversidade.

“O futebol é mais do que um esporte no Brasil: é uma expressão cultural, um fenômeno social e um espaço de convivência coletiva. No entanto, persiste no meio futebolístico uma cultura de violência simbólica e física contra pessoas LGBTQIA+, manifestada em insultos, exclusão e até agressões em estádios”, afirma a justificativa do projeto.

A proposta também determina que clubes das séries A à D do Campeonato Brasileiro, além dos participantes da Copa do Brasil e de competições estaduais e regionais, deverão incluir em seus códigos de condutas normas de combate à LGBTfobia, com punições para infrações.

A iniciativa está alinhada à Lei Geral do Esporte, que denuncia atos discriminatórios no âmbito esportivo.

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  • Thayná Santana

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