PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Nova lei cria cotas para mulheres negras em conselhos de estatais

Legislação estabelece cotas progressivas para mulheres em cargos de liderança de empresas públicas
Letreiro do Edifício Sede da Petrobrás (Edise), na cidade do Rio de Janeiro.

Letreiro do Edifício Sede da Petrobrás (Edise), na cidade do Rio de Janeiro.

— Tânia Rego / Agência Brasil

28 de julho de 2025

Entrou em vigor a legislação que estabelece a obrigatoriedade de uma reserva mínima de 30% das vagas nos conselhos de administração de empresas estatais para candidatas mulheres. 

A Lei nº 15.177/2025 determina que a cota deverá ser aplicada em empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias, controladas ou com capital majoritariamente pertencente à União, estados, municípios e ao Distrito Federal.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

De acordo com o texto legislativo, dentre as vagas destinadas às mulheres, ao menos 30% deverão ser preenchidas por candidatas negras e com deficiência. Para as mulheres negras, a autodeclaração será o critério de identificação racial.

A legislação destaca que as vagas poderão ser preenchidas gradualmente, respeitando os percentuais estabelecidos. Para a primeira eleição para os cargos do conselho de administração feitos após a sanção da lei, as empresas devem reservar 10% das vagas. 

A partir da segunda eleição, as empresas devem destacar 20% das vagas e para a terceira eleição, 30%. 

Em caso de descumprimento da legislação, os conselhos de administração das empresas abrangidas pela lei serão impedidos de deliberar sobre qualquer matéria até a regularização de sua composição. 

A nova lei ainda destaca que a fiscalização será realizada pelos órgãos de controle interno e externo aos quais as companhias estão vinculadas. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano