PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Com parlamentares e movimentos negros, audiência pública em SP debate PEC da Reparação

Aberto ao público, o evento busca fortalecer a legitimidade da proposta e pressionar o Congresso Nacional a se posicionar
Divulgação e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Os deputados federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP)

— Divulgação e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

20 de abril de 2026

A Ocupação Nove de Julho, em São Paulo, recebe no sábado (25) uma audiência pública para debater a chamada PEC da Reparação, Proposta de Emenda à Constituição que institui o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR).

A PEC também acrescenta à Constituição Federal o Capítulo IX — da Promoção da Igualdade Racial, apresentando mecanismos permanentes de reparação e promoção da igualdade racial no Brasil, um reconhecimento alinhado ao recente anúncio das Nações Unidas (ONU) que trata a escravidão transatlântica de africanos como o mais grave crime já praticado contra a humanidade.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Representantes da sociedade civil, especialistas, movimentos sociais e parlamentares envolvidos diretamente na tramitação da proposta no Congresso Nacional estarão presentes para a discussão pública da PEC, a fim de fortalecer a legitimidade da proposta e pressionar o Parlamento a se posicionar diante de uma mobilização social organizada.

Leia mais: Movimento negro aciona ONU por PEC que prevê indenização pela escravidão

Nomes como o da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), presidente da Comissão Especial que discute a PEC no parlamento, e do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do texto da PEC da Reparação estão confirmados.

A Iniciativa Negra, a Uneafro Brasil e a Unegro são algumas das organizações da sociedade civil que encabeçam a discussão na capital paulista.

Para a deputada federal Benedita da Silva, a agenda é uma oportunidade ímpar da construção coletiva de um futuro mais digno.

“Quero parabenizar o deputado Orlando Silva pela realização desse importante evento que tem como objetivo debater a PEC 27, pois debater a PEC da Reparação é apontar para um futuro em que o Estado brasileiro irá assegurar investimento contínuo em educação, saúde, cultura, tecnologia, empreendedorismo, memória, segurança e tantas outras áreas essenciais que possam assegurar dignidade, oportunidade e vida plena à população negra em nosso país”, afirma a parlamentar em nota à imprensa.

O texto da PEC cria um capítulo na Constituição focado na população negra e prevê um fundo com aportes mínimos de R$ 20 bilhões, em 20 anos, para combater desigualdades raciais em setores como educação, cultura, habitação e emprego, garantindo previsibilidade e continuidade às ações de reparação histórica.

Os recursos devem ser financiados pela União, aliados a valores recolhidos por multas e rescisões oriundas de condenações por crimes de discriminação racial, situações análogas à escravidão, e preconceito de raça/cor, além de doações e fontes complementares.

Leia mais: O que é reparação histórica para a Marcha das Mulheres Negras?

“Nada irá reparar as dores do legado perverso da escravidão, que se faz sentir na exclusão, na injustiça social e no racismo. Mas é preciso lutar para quebrar esse ciclo e é isso que vamos fazer! A PEC da Reparação é um passo decisivo para a materialização da promessa de igualdade da Constituição Cidadã de 1988. É um passo decisivo para a construção da igualdade efetiva e de um Brasil livre do racismo”, reforça o deputado federal Orlando Silva, relator do texto.

A proposta foi aprovada em Comissão Especial em dezembro de 2025 e aguarda votação na Câmara dos Deputados e no Senado.

Serviço

O quê: Audiência pública da PEC da Reparação

Quando: 25 de abril, sábado, a partir das 9h

Onde: Ocupação Nove de Julho | Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Bela Vista – São Paulo

Entrada gratuita. Para participar se inscreva no link.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano