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‘Traidor da Pátria’: parlamentares negros celebram imposição de medidas restritivas a Bolsonaro

Deputados e deputadas negras do celebram medidas cautelares impostas a Bolsonaro e defendem punição por crimes contra a soberania nacional
Cartaz com a foto do presidente Donald Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante protesto à atuação do Congresso Nacional na justiça tributária com a taxação dos super-ricos, fim da escala 6x1 e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, realizado em frente ao MASP, em São Paulo.

Cartaz com a foto do presidente Donald Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante protesto à atuação do Congresso Nacional na justiça tributária com a taxação dos super-ricos, fim da escala 6x1 e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, realizado em frente ao MASP, em São Paulo.

— Paulo Pinto/Agência Brasil

18 de julho de 2025

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e outras medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por coação, obstrução de Justiça e atentado à soberania nacional repercutiu positivamente entre parlamentares negros e de esquerda.

Deputados e deputadas celebraram o avanço das investigações e acusaram o ex-presidente de traição, tentativa de golpe e conspiração com interesses estrangeiros.

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A medida atende ao pedido da Polícia Federal (PF), que apontou articulações ilícitas de Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com autoridades estadunidenses para pressionar o STF e interferir na Ação Penal 2668.

“Bolsonaro é um traidor da pátria”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) destacou que as medidas garantem que Bolsonaro, se condenado, cumpra a pena. “Que agora Bolsonaro entenda: os crimes que você e sua família cometeram, atentando contra a soberania do nosso país, não o ajudaram em nada. O Brasil não se amedrontou e nossa Justiça não se acovardou”, escreveu nas redes sociais.

A também deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que as medidas representam a resposta institucional necessária diante de atos golpistas. “Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica, não poderá usar redes sociais e precisa ficar longe de toda e qualquer embaixada estrangeira. Está pagando o preço por ser um traidor da pátria e golpista”, declarou.

Em outra publicação, Talíria comentou sobre provas colhidas pela PF. “Bolsonaro escondia um pen-drive no banheiro. A PF também encontrou 14 mil dólares. A fuga estava sendo planejada. A ação ocorreu na hora certa. Bolsonaro é chefe de uma orcrim para dar um golpe de Estado e atenta contra a soberania nacional. Bolsonaro precisa ser condenado e preso”, disse.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) foi direta: “Bolsonaro jogou contra o Brasil!”. Já o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) compartilhou um vídeo do ex-presidente no Senado e ironizou: “Quem antes bancava o valentão. Derreteu no plenário. O machão bravateiro virou um cordeirinho arrependido”.

O deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) afirmou que Bolsonaro atuou como conspirador. “Trecho da decisão do ministro Alexandre de Moraes deixa clara a conspiração de Bolsonaro, traidor do Brasil!”, escreveu. Ele destacou a fala do ministro do STF sobre a defesa da soberania: “Um país soberano como o Brasil sempre saberá defender a sua Democracia”.

Acusações de traição e conspiração

A Polícia Federal sustentou que Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, ambos filiados ao Partido Liberal (PL), tentaram influenciar autoridades dos Estados Unidos para impor sanções ao Brasil, com o objetivo de desestabilizar o STF e impedir a responsabilização do ex-presidente no processo penal em curso.


Segundo Alexandre de Moraes, os dois teriam praticado atos ilícitos que configuram coação no curso do processo, obstrução de investigação e atentado contra a soberania. Para os parlamentares negros, a tentativa de envolver um governo estrangeiro na política interna brasileira confirma o caráter antidemocrático e entreguista da atuação de Bolsonaro após o fim do mandato.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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