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Parada LGBT+ de SP anuncia programação com trios temáticos e homenagem às gerações mais velhas

Com o tema "Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro", evento será no dia 22 de junho e terá shows, debates e ações de visibilidade
A foto mostra a drag queen Silvetty Montilla, uma das atrações da Parada LGBT+ de SP.

A foto mostra a drag queen Silvetty Montilla, uma das atrações da Parada LGBT+ de SP.

— Divulgação/APOLGBT-SP

3 de junho de 2025

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) divulgou a programação completa da 29ª edição do evento, que ocorrerá no dia 22 de junho, a partir das 10h, na Avenida Paulista. Com o tema “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro”, a Parada deste ano propõe visibilizar e valorizar as trajetórias das pessoas LGBT+ idosas no Brasil. 

O percurso da Parada seguirá pelo lado ímpar da Avenida Paulista, devido a obras na altura da Rua da Consolação. O público será orientado a circular pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra, garantindo a fluidez e segurança do evento.

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A programação da semana da Parada inclui o 6º Encontro Brasileiro de Organizações de Parada, entre os dias 16 e 18 de junho; a 24ª Feira Cultural da Diversidade LGBT+, no dia 19; e a 5ª Corrida do Orgulho LGBT+, no dia 21. No próprio dia 22, a Parada será transmitida ao vivo pelo YouTube em parceria com a DiaTV.

Entre as ações de visibilidade previstas estão a instalação de galhardetes nos postes da Avenida Paulista com mensagens sobre memória, resistência e futuro, e um bandeirão com o mote “pelo fim da escala 6×1“. Também haverá trios específicos para destacar as vivências de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e de outras expressões de gênero e sexualidade, além de um Trio das Famílias LGBT+ e o Trio de Abertura com foco em pessoas LGBT+ com mais de 60 anos.

Reflexão sobre envelhecimento e memória

Segundo a organização, o tema de 2025 busca promover o respeito às pessoas LGBT+ idosas, reconhecendo que os direitos conquistados hoje são frutos das lutas de gerações anteriores. 

“Envelhecer é uma conquista, mas, para muitas pessoas LGBT+, ainda é um desafio marcado pelo abandono, pelo silenciamento e pela ausência de políticas públicas”, afirma em nota à imprensa Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP. “Esse ano, a Parada será um ato de referência a quem veio antes de nós”.

Cláudia Garcia, vice-presidenta da ParadaSP e militante desde os anos 1980, reforça a importância de compreender a história para avançar. “É um orgulho ver a juventude LGBT+ se expressando, algo que não pudemos fazer no passado. Prestem atenção no que a gente passou. A luta não terminou“, disse em mesma nota.

Acessibilidade e sustentabilidade

A ParadaSP terá intérpretes de Libras em suas atividades principais, além de espaços acessíveis com rampas, pistas adaptadas e áreas reservadas para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e cadeirantes. Haverá banheiros adaptados e pontos de acolhimento com voluntários disponíveis.

A organização também trabalha para ampliar a sustentabilidade do evento. Na edição de 2024, 17% dos resíduos descartados foram reciclados. Em 2025, a meta é atingir 50%, com campanhas de conscientização sobre descarte adequado e separação de resíduos.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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