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Trabalhadores e sindicatos protestam na 25 de março contra tarifas dos EUA e interferência de Trump em ação contra Bolsonaro

Manifestação denuncia tentativa de interferência dos EUA nos assuntos internos do Brasil e repudia taxação de produtos nacionais
Manifestação dos comerciários da 25 de março, com organização do sindicato dos comerciários de São Paulo, contra medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Manifestação dos comerciários da 25 de março, com organização do sindicato dos comerciários de São Paulo, contra medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

— Rovena Rosa/Agência Brasil

19 de julho de 2025

Trabalhadores do comércio e dirigentes sindicais realizaram na sexta-feira (18) um protesto na região da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a produtos brasileiros e incluir o Brasil em uma investigação por suposta venda de produtos falsificados.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) em parceria com a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e contou com o apoio de diversas entidades sindicais. Manifestantes se reuniram com faixas, cartazes e palavras de ordem, denunciando o que chamam de tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil.

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Cartazes com a imagem de Trump e a palavra “mentiroso” foram distribuídos nas estações de metrô Anhangabaú e República.

Brasil alvo de sanções do governo norte-americano

O protesto se insere no contexto de novas medidas unilaterais anunciadas pelo governo norte-americano. Em meio a uma rodada de imposição de tarifas a parceiros comerciais, Trump declarou que a partir de agosto as exportações brasileiras sofrerão uma taxa adicional de 50%.

Além disso, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) abriu uma investigação sob a justificativa de que o Brasil permitiria a venda de produtos falsificados e pirataria, com destaque à região da 25 de Março. A investigação invoca a Seção 301 da lei comercial americana de 1974, dispositivo que autoriza sanções contra países considerados responsáveis por práticas comerciais “injustificáveis”.

O presidente norte-americano também fez críticas públicas ao sistema de pagamentos Pix e pediu o arquivamento da ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.

Além dos Comerciários e da UGT, participaram do ato representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, sindicatos da construção civil, transporte, telecomunicações, metalúrgicos, motoboys, vigilantes e outras categorias.


Texto com informações da Agência Brasil.

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    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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