Nos últimos três anos, o Brasil gastou cerca de R$ 250,6 milhões (US$ 47,2 milhões) com importações de armamentos fabricados por Israel. As informações são de um levantamento realizado pelo jornal Brasil de Fato, divulgado na segunda-feira (4).
A pesquisa utilizou dados públicos disponíveis na plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), e se referem à categoria de armas e munições. Somente em 2024, o governo brasileiro despendeu R$ 120,6 milhões (US$ 21,7 milhões) em armas.
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Desde 1997, a média histórica raramente ultrapassou US$ 1 milhão por ano. Os valores aumentaram para US$ 9 milhões em 2022, o que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), equivalia a R$ 46,7 milhões. Em 2023, o governo brasileiro gastou R$ 83,3 milhões em armamentos israelenses (US$ 16,5 milhões).
Segundo o Brasil de Fato, cerca de R$ 18,5 milhões do total importado em 2024 correspondem à compra de mísseis, lançadores e simuladores para o Exército Brasileiros.
Embora o contrato tenha sido firmado ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL), a entrega dos equipamentos foi concluída em 2024. Além do Exército, a maior parte dos armamentos israelenses adquiridos neste ano foi destinada às polícias estaduais.
Pelo menos dez estados brasileiros realizaram compras de fuzis, metralhadoras e miras da empresa Israel Weapon Industries (IWI).
Em junho, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) denunciou licitações realizadas pelo governo estadual paulista com empresas bélicas de Israel, desde o início da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2023. As compras, que somam R$ 37,3 milhões, se referem a equipamentos, fuzis, metralhadoras e kits de reposições de três corporações israelenses.