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Policiais militares envolvidos em chacina são julgados no Ceará

Os sete agentes integram um grupo policial que se omitiu diante dos assassinatos
A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Ceará.

A imagem mostra viaturas da Polícia Militar do Ceará.

— Reprodução/Governo do Ceará

25 de agosto de 2025

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) iniciou, nesta segunda-feira (25), o júri popular de sete policiais militares acusados de participação na morte de 11 pessoas na Chacina do Curió, ocorrida em 2015, na cidade de Fortaleza. 

O crime ocorreu entre a noite de 11 de novembro e a madrugada do dia 12, na comunidade do Curió, em Grande Messejana, região periférica da capital cearense. Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), a ação foi motivada pelo assassinato de um policial militar, morto após reagir a um assalto.

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A maioria das vítimas, escolhidas aleatoriamente pelos agentes, tinha entre 16 e 20 anos. No momento do ocorrido, viaturas da Polícia Militar próximas aos locais não prestaram nenhum socorro e ambulâncias tiveram sua atuação impedida por falta de segurança.

Os sete réus, que serão julgados pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, integram o chamado “Núcleo da Omissão”, grupo policial que se omitiu diante dos assassinatos. 

Os policiais respondem por 11 homicídios duplamente qualificados, praticados por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, além de três tentativas de homicídios duplamente qualificados e crimes de tortura. 

Este é o quarto julgamento do caso, que começou a tramitar na Justiça em 2023. Até o momento, houve seis condenações e 14 absolvições, das quais o MPCE recorre. Ainda haverá um último julgamento, com três réus, que inicia em 22 de setembro. 

Foram condenados os policiais Marcus Vinícius Sousa, Antônio José de Abreu, Wellington Veras Chagas, Ideraldo Amâncio, José Oliveira do Nascimento e José Wagner Silva de Souza. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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