A violência digital de gênero tem se intensificado em todo o mundo. Segundo a ONU Mulheres, aproximadamente 40% das mulheres já vivenciaram alguma forma de violência digital, e comunicadoras, jornalistas e defensoras de direitos humanos são alvos frequentes especialmente pelo contexto de visibilidade pública.
No Brasil, uma pesquisa do Instituto Marielle Franco apontou que 71% das ameaças contra mulheres negras na política envolviam morte ou estupro. A Repórteres Sem Fronteiras também revelou que oito em cada dez jornalistas mulheres negras sofreram ataques on-line nos últimos três anos.
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Diante desse cenário, a Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP) lançou a Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (REPCONE), ampliando sua atuação em defesa da justiça informacional em toda a América Latina.
A iniciativa é pioneira na América Latina e oferece formação gratuita em cibersegurança, com oficinas acessíveis em Libras e transmissão simultânea; acolhimento e apoio psicossocial, com suporte emocional e comunitário oferecido pelo Instituto de Psicologia Sankofa; proteção jurídica, com orientação e defesa legal especializada; e networking entre comunicadoras negras, indígenas e quilombolas em toda a América Latina.
Para participar da rede é necessário ser mulher negra, indígena ou quilombola; comunicadora, jornalista ou estudante (graduação/pós-graduação); comprovar atuação na área; e ter ompromisso com justiça social, equidade de gênero, racial e combate à desinformação.
As inscrições gratuitas ficam abertas até o dia 17 de setembro pelo formulário oficial. Serão selecionadas 50 comunicadoras, que participarão de seis módulos semanais, com aulas e encontros ao vivo via Zoom; e quatro sessões de escuta psicoemocional em grupo.
A rede conta com apoio do Fundo ELAS+, Mozilla Foundation, Instituto AzMina, Instituto de Psicologia Sankofa e Associação Nacional dos Advogados Negros.