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Brasil é o 4º país que mais matou ativistas ambientais em 2024, aponta relatório

Levantamento da ONG Global Witness aponta que 146 defensores ambientais foram mortos ou desaparecidos em todo o mundo
Indígenas seguram bandeira brasileira manchada com sangue falso em manifestação, em Brasília, 30 de maio de 2023.

Indígenas seguram bandeira brasileira manchada com sangue falso em manifestação, em Brasília, 30 de maio de 2023.

— Sergio Lima/AFP

18 de setembro de 2025

De acordo com o relatório anual da ONG Global Witness, divulgado nesta quarta-feira (17), ao menos 146 ativistas ambientais foram assassinados ou desapareceram em 2024, em todo o mundo.

O levantamento “Raízes da Resistência” analisa o contexto de violência de defensores que protegem os direitos à terra e ao meio ambiente. A publicação aponta a Colômbia como o país que mais registrou casos, com 48 pessoas mortas ou desaparecidas no último ano. 

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O Brasil ficou em quarto lugar no ranking, com 12 ocorrências. As primeiras quatro posições da listagem são de países da América Latina, que, ao todo, soma 99 registros. O percentual brasileiro apresentou uma redução de 52% em relação a 2023.

A pesquisa indica que metade das vítimas no Brasil eram pequenos agricultores, além de destacar que quatro indígenas e um ativista negro foram mortos. Apesar da queda dos casos, a ONG ressalta que o ano de 2024 registrou mais ameaças de morte, tentativas de intimidação ou de homicídios.

De 2012 a 2024, a iniciativa mapeou 2.253 pessoas mortas ou desaparecidas. Segundo a pesquisa, um terço das mortes eram de pessoas afrodescendentes ou indígenas. O documento aponta a mineração, a extração de madeira e o agronegócio como os principais setores responsáveis pelas mortes.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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