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Atos contra projeto de anistia a golpistas e PEC da Blindagem acontecem neste domingo

Manifestações estão marcadas em pelo menos 14 capitais; organizadores denunciam ataques à democracia e pedem reação popular
Manifestantes participam de um protesto chamado "Sem Anistia" contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro em São Paulo, Brasil, em 30 de março de 2025.

Manifestantes participam de um protesto chamado "Sem Anistia" contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro em São Paulo, Brasil, em 30 de março de 2025.

— Miguel Schincariol/AFP

19 de setembro de 2025

Após a aprovação do regime de urgência do Projeto de Lei 2162/23, que pode conceder anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, movimentos sociais e parlamentares anunciaram manifestações em várias capitais no próximo domingo (21). O texto em discussão inclui a possibilidade de anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão da Câmara gerou forte reação de setores da oposição e de organizações populares. Deputados federais do PSOL, como Guilherme Boulos (SP), Tarcísio Motta (RJ) e Sâmia Bomfim (SP), têm mobilizado a militância e lançado abaixo-assinados contra a proposta. A iniciativa de Sâmia atingiu 500 mil assinaturas em 24 horas.

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O movimento também critica a aprovação da chamada PEC da Blindagem, que dificulta investigações contra deputados e senadores. A medida foi aprovada no plenário da Câmara na terça-feira (16) e agora segue para análise do Senado.

Reação política e convocação às ruas

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) anunciou ainda durante a votação que os movimentos populares convocariam manifestações nacionais no domingo (21). Para ele, o Congresso está “virando as costas para o povo” ao priorizar a tramitação da anistia em detrimento de projetos como a isenção do Imposto de Renda. “Domingo é rua em todo o Brasil, para responder a esse acinte que a direita e a maioria do Congresso está fazendo”, afirmou em vídeo.

A Frente Povo Sem Medo, movimentos estudantis e entidades da sociedade civil estão entre os organizadores dos atos. As manifestações terão como mote “Congresso inimigo do povo”, em referência às decisões recentes da Câmara.

O governo também se manifestou. O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o Executivo não pode interferir em outros poderes, mas defendeu que a população cobre o Congresso. “A população também pode cobrar se é justo um cidadão brasileiro responder por suas atitudes e o Congresso Nacional ter blindagem”, afirmou durante a 2ª Cúpula Global da Coalizão para Alimentação Escolar, realizada em Fortaleza (CE).

Onde acontecem os atos nacionais

As manifestações confirmadas até a manhã desta sexta-feira (18) incluem atos em pelo menos 16 capitais. Confira abaixo:

BELÉM

9h – Praça da República

MACAPÁ

16h – Teatro das Bacabeiras

FORTALEZA

15h30 – Estátua de Iracema Guardiã

RECIFE

14h – Rua da Aurora

NATAL

15h – Midway

SALVADOR

9h – Morro do Cristo

ARACAJU

16h – Praia da Cinelândia

SÃO PAULO

14h – MASP

RIO DE JANEIRO

14h – Posto 5 de Copacabana

BELO HORIZONTE

9h – Praça Raul Soares

RIBEIRÃO PRETO

15h30 – Praça Spadoni

UBERLÂNDIA

9h – Feira Livre do Luizote

SANTOS

16h – Ana Costa

JUÍZ DE FORA

10h – Praça da Estação

BRASÍLIA

9h – Museu da República

GOIÂNIA

16h – Praça Universitária

CUIABÁ

14h – Praça Alencastro

CURITIBA

14h – Boca Maldita

PORTO ALEGRE

14h – Redenção

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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