Ao longo de sua carreira, Valéria Almeida construiu uma trajetória marcada pelo olhar humanizado e pela sensibilidade em contar histórias. Para ela, jornalismo é sobre ouvir e compreender pessoas em toda a sua pluralidade, transmitindo informações que promovam respeito e empatia.
“Meu papel é ser uma ponte segura, alguém em quem outras pessoas possam confiar para levar adiante informações sensíveis, sempre com dignidade e respeito. É assim que contribuo para uma sociedade melhor. A comunicação humanizada é uma habilidade que qualquer pessoa pode aprender”, afirma.
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Essa visão foi fortalecida durante os seis anos em que integrou o “Profissão Repórter”, programa da TV Globo, soba mentoria de Caco Barcellos. Lá, teve a oportunidade de sugerir e produzir pautas de forte impacto social, como a seca no Piauí, a vida no maior lixão da América Latina e a colaboração do Brasil no combate à AIDS em Moçambique.
“Tive liberdade para sugerir histórias que precisavam ser contadas e a orientação de um grande mestre para contá-las da forma mais humana possível.”
Hoje, no “Bem-Estar”, Valéria traduz linguagem médica em informação acessível e clara. Já no “Paulistar”, sua conexão acontece de forma direta e afetiva com moradores da Grande São Paulo, revelando trajetórias inspiradoras de pessoas comuns.
Versátil, a jornalista também encontrou no Carnaval uma de suas coberturas mais emocionantes. “É uma manifestação cultural que nasce do povo preto, fruto de resistência. Estar na avenida é viver a entrega de comunidades inteiras e, ao mesmo tempo, celebrar a igualdade naquele espaço.”
Como mulher negra em posição de destaque, Valéria Almeida reconhece a responsabilidade de ser referência. “Tudo o que faço gera impacto em quem está do outro lado da tela. Sei que não represento apenas a minha própria história, mas um coletivo. Quando vejo jovens jornalistas dizendo que se inspiraram em mim, ou crianças orgulhosas de seus cabelos crespos, tenho certeza de que essa luta vale a pena.”