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Longa-metragem resgata luta pela paralisação do tráfico de pessoas negras no Ceará

Filme aborda história do processo de abolição da escravatura no estado com estreia marcada no dia 15 de outubro abrindo a Mostra Ceara Cinema
Imagem mostra cena da gravação do longa-metragem, “A rebelião dos Jangadeiros” de 2025.

Imagem mostra cena da gravação do longa-metragem, “A rebelião dos Jangadeiros” de 2025.

— Divulgaçaõ/Dégagé

12 de outubro de 2025

Contando parte importante da história dos movimentos abolicionistas no Ceará, estado conhecido como Terra da Luz por ter sido o primeiro a abolir a escravidão no Brasil, o longa-metragem “A Rebelião dos Jangadeiros” estreia no dia 15 de outubro, às 18h, no Cinema do Dragão, em Fortaleza. A exibição abre a Mostra Ceará Cinema, promovida pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult).

O documentário resgata o episódio histórico da Greve dos Jangadeiros, que teve papel fundamental no processo de abolição da escravatura no estado. 

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O filme recria o ano de 1881, quando pescadores cearenses se recusaram a transportar pessoas escravizadas até os navios que as levariam para seus novos “patrões” nas regiões Sul e Sudeste da então colônia brasileira. O ato de rebeldia ocorreu nos dias 27, 29 e 30 de janeiro, na antiga Praia do Peixe, hoje conhecida como Praia de Iracema.

Dirigido por Cinthia Medeiros e Demitri Túlio, com produção executiva de Íris Sodré, o longa mergulha em uma narrativa que combina o olhar histórico, social e político, com depoimentos de nomes como o historiador Jones Manoel, o cientista social Arilson Gomes, as antropólogas Antônia de Araújo e Vera Rodrigues, a cantora e ativista do Movimento Negro Mallu Viturino, o museólogo Saulo Moreno, o desembargador André Costa, o cientista social Hilário Ferreira, além de Lúcia Simão, fundadora do Grupo de Consciência Negra do Ceará (Grucon).

A abertura da Mostra prestará homenagem a duas figuras importantes na história do documentário. Uma delas é Lúcia Simão, que faleceu em agosto deste ano e será representada na cerimônia por sua irmã, Maria Cleide, e por seu companheiro, William Augusto Pereira. Também será homenageado o cientista social Hilário Ferreira, autor da pesquisa que originou a primeira reportagem sobre o tema e que inspirou a realização do documentário.

Filme mistura momentos de ficção e depoimentos

O filme intercala ficção e depoimentos por meio de um delicado diálogo entre a jovem Nina (Sâmylla Costa) e sua avó (Adna Oliveira), que evocam memórias e reflexões sobre o movimento abolicionista e o tráfico de pessoas escravizadas.

Durante o encontro, Nina questiona se, caso estivessem naquela época, teriam se juntado à rebelião liderada pelo pescador José Napoleão e sua esposa, Preta Simoa, figuras negras que protagonizaram a resistência e ganharam repercussão nacional graças à atuação de Chico da Matilde, o famoso Dragão do Mar, conhecido como porta-voz da causa abolicionista.

A atriz Marta Aurélia interpreta uma representação simbólica de Preta Simoa, como uma guardiã da memória, conduzindo os devaneios e reflexões de Nina sobre a história do seu povo e suas lutas por liberdade.

SERVIÇO

“A rebelião dos jangadeiros” – Estreia em Fortaleza

Quando: dia 15 de outubro (quarta-feira), 

Horário: às 18h

Onde: Mostra de Cinema da Secult no Cinema do Dragão (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema).

Acessos ao Cinema do Dragão:

Rua José Avelino – atravessar a praça pelo Palco Rogaciano Leite Filho;
Rua Boris – em frente ao Hub Cultural Porto Dragão;
Av. Pessoa Anta – ao lado da Caixa Cultural.

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  • Thayná Santana

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