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‘Lula, lembra da gente?’: movimentos retomam campanha por 1ª ministra negra no STF

Entidades do movimento negro pedem que o presidente Lula indique uma mulher negra para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal
Estátua da Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF).

Estátua da Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF).

— Reprodução/ Ton Molina/STF

10 de outubro de 2025

Entidades do movimento negro retomaram, nesta sexta-feira (10), a mobilização nacional para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique a primeira ministra negra da história do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada na última quinta-feira (9), cabe a Lula indicar um novo nome para ocupar a vaga no Supremo. Em 134 anos de STF, o tribunal nunca teve uma mulher como ministra.

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Em nota nas redes sociais, o grupo Mulheres Negras Decidem, que vem liderando a campanha, destacou que, apesar das mulheres negras representarem o maior grupo demográfico no país, não há a devida representatividade na alta cúpula do Judiciário.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), citados no comunicado da entidade, destacam que apenas 2% das desembargadoras de segunda instância são mulheres negras no Brasil.

“Mais do que simbolismo, uma ministra negra no STF de sofisticada discricionariedade pode provocar mudanças estruturais profundas, sobretudo na cultura da percepção penal da justiça brasileira. Precisamos de um judiciário que fortaleça ainda mais nossa Democracia”, diz trecho da nota. 

Esta é a segunda vez que o movimento negro se articula pela nomeação de uma ministra negra no STF durante o terceiro mandato de Lula. Em 2023, a saída da ministra Rosa Weber impulsionou a campanha, que contou com a participação da Coalizão Negra por Direitos e Geledés – Instituto da Mulher Negra. À época, o ministro Flávio Dino foi nomeado para ocupar a vaga de Weber. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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