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Ambientalista nigeriano afirma ter ‘pouca esperança’ sobre as negociações da COP30 no Brasil

Nnimmo Bassey participará da Conferência em Belém e critica a ineficácia das negociações; ativista também alerta para a urgência de combater o extrativismo e a poluição na Nigéria
O ambientalista nigeriano Nnimmo Bassey em Lagos, em 15 de setembro de 2025.

O ambientalista nigeriano Nnimmo Bassey em Lagos, em 15 de setembro de 2025.

— Olympia de Maismont/AFP

24 de outubro de 2025

O ambientalista nigeriano Nnimmo Bassey, considerado uma das figuras mais importantes no ativismo ambiental em África, participará da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que começa no dia 10 de novembro em Belém (PA).

Segundo a Agence France-Presse (AFP), Bassey declarou nutrir “poucas esperanças quanto ao resultado” da conferência, que será o centro do debate global sobre as mudanças climáticas.

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De acordo com o ambientalista, esses espaços oferecem solidariedade e oportunidades para compartilhar ideias e se organizar de novas maneiras. No entanto, espera que um dia a COP “possa se tornar um verdadeiro espaço de tomada de decisões, enquanto os políticos se tornam apenas observadores”.

Bassey é reconhecido por sua luta contra o extrativismo e o uso de combustíveis fósseis. O ambientalista destaca que a Nigéria é uma nação altamente vulnerável às mudanças climáticas. Há décadas, a  poluição causada por derramamentos de petróleo afeta o Delta do Níger e impacta a população que vive próxima do rio, no sul do país.

Além do petróleo, chama  atenção para o desmatamento e a crise ambiental provocada pela mineração ilegal em diferentes regiões do país. Entre as principais demandas dos movimentos ambientais estão responsabilizar governos e empresas poluidoras, restaurar ecossistemas degradados e indenizar comunidades afetadas.

Entre 2006 e 2024, a Agência Nacional Nigeriana de Detecção e Resposta a Derramamentos de Óleo relatou o vazamento de mais de 130 milhões de litros de petróleo bruto. O ambientalista descreve o local como uma “zona de sacrifício”.

O governo nigeriano anunciou no início de outubro que o número de sondas de perfuração ativas aumentou de 31 para 50 entre janeiro e julho deste ano. Para Bassey, “o petróleo deve permanecer no solo, para que não seja extraída nem uma gota dele”.

Com informações da Agence France-Presse (AFP) 

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  • Thayná Santana

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