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Justiça condena Incra a regularizar assentamento no Maranhão

Apuração do MPF indica que Incra não realizou o processo de regularização do Projeto de Assentamento Santo Agostinho, iniciado em 2006
Um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

— Reprodução/Wellington Lennon/MST

6 de novembro de 2025

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) condenou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a adotar medidas para a regularização do Projeto de Assentamento (PA) Santo Agostinho, na cidade de Magalhães de Almeida (MA). 

Em nota divulgada nesta quarta-feira (5), o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, apontou um contexto de conflitos entre assentados e ocupantes irregulares, ausência de georreferenciamento e de demarcação de lotes. A apuração do órgão, iniciada em 2014, indica que a falta de titulação das famílias beneficiárias e os demais problemas ocorrem há mais de duas décadas.

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Apesar de ter sido elaborado em 2006, o Plano de Recuperação do Assentamento (PRA) não foi concluído pelo Incra até hoje. A omissão em finalizar o processo de regularização, segundo o MPF, favoreceu disputas internas pela posse do território e a degradação ambiental em áreas de preservação permanentes (APPs).

A sentença do TRF1 determinou a realização, no prazo de 180 dias, de um levantamento completo das ocupações irregulares, com identificação de todos os ocupantes e cercamentos indevidos. O Incra deverá, em até um ano, corrigir as irregularidades e adotar medidas para retomar áreas ocupadas ilicitamente. 

O parecer também exige a elaboração de planos de Desenvolvimento do Assentamento (PDA) e de Recuperação das Áreas Degradadas (PRAD).

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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