PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

COP30: Brasil anuncia meta de reduzir 68% das emissões de poluentes até 2050

Parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) reúne 185 cidades e 80 instituições para implementar soluções de resfriamento sustentável e proteger populações vulneráveis
A ministra Marina Silva participa de painel ministerial de alto nível "Combatendo o Calor Extremo: Mutirão contra o Calor Extremo" na COP30, em Belém (PA), em 11 de novembro de 2025.

A ministra Marina Silva participa de painel ministerial de alto nível "Combatendo o Calor Extremo: Mutirão contra o Calor Extremo" na COP30, em Belém (PA), em 11 de novembro de 2025.

— Rogério Cassimiro/MMA

12 de novembro de 2025

O Brasil lançou o “Mutirão contra o Calor Extremo” nesta terça-feira (11), durante a abertura da sessão de alto nível sobre o tema na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). A iniciativa, liderada pela Presidência da COP30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), busca acelerar a adoção de soluções de refrigeração e fortalecer a resiliência das cidades ao calor em todo o mundo.

Cerca de 185 cidades, 80 instituições do setor privado, bancos multilaterais, organizações da sociedade civil e doadores de outros países aderiram à estratégia. A proposta concretiza o Compromisso de Resfriamento (Global Cooling Pledge), co-presidido pelo Brasil e pelos Emirados Árabes Unidos.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que, para enfrentar as ondas de calor, será necessário impulsionar ações em três frentes. “Encontraremos respostas, seja na adaptação, na mitigação ou na transformação do modelo de desenvolvimento que nos trouxe a essa situação”, ressaltou durante o lançamento.

A ministra chamou atenção para os impactos da elevação da temperatura na biodiversidade, nos sistemas produtivos e, sobretudo, na saúde da população. O calor é responsável pela morte de mais de 500 mil pessoas todos os anos, a maioria crianças e idosos, destacou. “Esse dado é subnotificado. A maioria das pessoas que perdem a vida em função do calor extremo não tem o óbito computado como consequência das ondas de calor”, completou.

O enfrentamento ao cenário, destacou a ministra, só será possível com a implementação da agenda definida na COP28. A agenda prioriza triplicar a capacidade global de energia de fontes renováveis, dobrar a eficiência de energia e fazer a transição para o fim do uso de combustíveis de origem fóssil.

Plano global e metas de redução de emissões

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, explicou que o plano global do mutirão define metas para reduzir em 68% as emissões de gases de efeito estufa até 2050. Entre as medidas, está o aumento de 50% na eficiência energética de novos aparelhos de ar-condicionado e o acesso universal a aquecimento sustentável, com foco nas comunidades mais vulneráveis.

“O plano oferece um mapa de caminho para integrar soluções baseadas na natureza às políticas urbanas, reduzindo a demanda por energia e preparando as cidades para o futuro”, afirmou Maluf segundo nota ministerial.

No Brasil, o Mutirão contra o Calor Extremo será implementado no âmbito do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Cidades e Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa prioriza a redução de desigualdades e riscos climáticos por meio de ações de adaptação urbana.

Mais de 60 municípios brasileiros já aderiram ao programa. Entre as medidas previstas estão o mapeamento de riscos e vulnerabilidades ao calor, a ampliação da infraestrutura verde e azul, o uso de soluções de resfriamento passivo em edificações e o fortalecimento da eficiência energética.

O que é a COP?

A COP, ou Conferência das Partes, é um órgão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), composta por 197 países. A entidade é o principal espaço deliberativo da ONU para a execução de medidas assumidas pelos países para reverter a crise climática.

O encontro acontece desde 1995 e teve sua primeira edição em Berlim, na Alemanha. Neste ano, a COP chega à sua 30ª edição e acontece pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA).

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano