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Plataforma digital Oríkì cria ‘quilombo virtual’ para arte afrodiaspórica

Plataforma reúne acervo digital, rede de artistas, programa educativo e ações públicas para fortalecer produções negras no Brasil e no mundo
Cena da animação "O Cego Nwavu".

Cena da animação "O Cego Nwavu".

— Divulgação/ANIMAGE 2025

27 de novembro de 2025

A plataforma digital Oríkì Arte Afrodiaspórica, criada para preservar e fortalecer a arte negra do Brasil e da diáspora africana, terá seu pré-lançamento nesta sexta-feira (28), às 19h30, no Pontão de Cultura Gêneros em Rede, em Porto Alegre (RS). O evento é aberto ao público e inclui coquetel e apresentação musical do Coletivo Savannah, formado por Kobby e Jon Bross.

Idealizada pela historiadora da arte, curadora e produtora cultural Izis Abreu, a iniciativa surge com o objetivo de funcionar como um “quilombo virtual”, articulando artistas, agentes culturais, pesquisadores, instituições e coletivos de diversas regiões do país e do exterior. Durante a atividade será divulgado o formulário que permitirá a criação da rede de contatos da nova plataforma.

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Segundo Izis Abreu, a proposta busca revisar a historiografia oficial da arte, ampliando o entendimento sobre práticas afrodiaspóricas e integrando expressões frequentemente reduzidas à categoria de cultura popular.

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais das artes e da cultura. A coordenação e a curadoria do acervo estão a cargo de Izis Abreu. Andréa Hygino responde pela curadoria da comunidade; Michele Zgiet, pelo programa educativo; e Rosane Vargas, pelo programa público.

Plataforma se organiza em quatro eixos principais

A Oríkì será estruturada em quatro núcleos interligados, concebidos para articular pesquisa, visibilidade e circulação da produção artística negra no Brasil e no mundo.

O primeiro núcleo, o Acervo, funcionará como repositório digital de imagens, sons, vídeos e textos. O objetivo é documentar e contextualizar expressões artísticas da diáspora africana, oferecendo acesso amplo a registros de obras, artistas e tradições.

O segundo núcleo, Comunidade, criará uma rede entre artistas, curadores, mestres da cultura, museus, terreiros, quilombos e outras instituições. A proposta é facilitar o intercâmbio e ampliar a circulação da produção artística afrodiaspórica.

O terceiro eixo, o Programa Público, desenvolverá ações presenciais e virtuais — como seminários, exposições, residências e intercâmbios culturais — previstas entre novembro de 2025 e abril de 2026. O pré-lançamento de sexta-feira marca a primeira ação deste núcleo.

O quarto núcleo, o Programa Educativo, terá foco em letramento racial, formação e criação de materiais pedagógicos voltados para escolas, espaços culturais e instituições.

Serviço

Pré-lançamento da plataforma Oríkì Arte Afrodiaspórica

Quando: sexta-feira, 28 de novembro

Horário: às 19h30

Onde: Pontão de Cultura Gêneros em Rede – Rua João Alfredo, 698 — Bairro Cidade Baixa, Porto Alegre (RS)

Texto com informações do Brasil de Fato.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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