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Conflitos avançam na RD Congo na véspera da assinatura de novo acordo de paz

Grupo armado M23 tomou poder sobre cidades estratégias, enquanto Ruanda e RDC devem assinar novo acordo mediado pelos Estados Unidos
Membros do movimento M23 patrulham perto do comboio de soldados das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) entre a República Democrática do Congo e Ruanda, em Goma, em 1 de março de 2025.

Membros do movimento M23 patrulham perto do comboio de soldados das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) entre a República Democrática do Congo e Ruanda, em Goma, em 1 de março de 2025.

— Jospin Mwisha / AFP

4 de dezembro de 2025

Novos combates entre o grupo armado M23 e o Exército da República Democrática do Congo (RDC) foram registrados no leste do país na quarta-feira (3), véspera da assinatura de um acordo de paz previsto para ocorrer hoje.

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, e o presidente da RDC, Félix Tshisekedi, têm encontro previsto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (4), para a assinatura de um acordo destinado a pôr fim à guerra e fortalecer a cooperação econômica patrocinada pelos EUA.

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A região leste da RDC, rica em recursos naturais, é palco da atuação de grupos armados locais e estrangeiros há mais de três décadas.

Desde terça-feira (2), novos confrontos foram registrados em diferentes pontos ao longo da linha de frente na província de Kivu do Sul, onde o grupo rebelde M23 avança há semanas sobre posições das forças de Kinshasa.

Já em Kaziba, cidade sob controle do M23 nas terras altas e localizada a cerca de 30 quilômetros ao sul de Bukavu, capital provincial, os combates recomeçaram ao amanhecer da quarta-feira.

A violência voltou a aumentar no fim de janeiro, quando o M23, apontado por Kinshasa e pela Organização das Nações Unidas (ONU) como apoiado por Ruanda, tomou o controle das cidades estratégicas de Goma e Bukavu. Embora os dois países tenham assinado um acordo de paz em Washington, em junho, os confrontos continuaram a ocorrer.

Em Kivu do Sul, milhares de soldados burundianos seguem atuando ao lado das tropas congolesas no enfrentamento ao M23.

Com informações da Agence France-Presse (AFP)

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  • Thayná Santana

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