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Maior manguezal urbano do Brasil é tema de documentário

Média-metragem destaca a importância cultural, social e ecológica dos manguezais capixabas para a conservação marinha
Imagem do documentário “Impacta Oceano Mangue é Vida”.

Imagem do documentário “Impacta Oceano Mangue é Vida”.

— Divulgação

14 de dezembro de 2025

A Bloom Ocean — negócio de impacto voltado ao desenvolvimento de soluções para ecossistemas marinhos e costeiros, com atuação na conservação dessas áreas — lançou na sexta-feira (12) o documentário Impacta Oceano: Mangue é Vida”, em Vitória (ES). O média-metragem apresenta histórias que emergem de um território onde comunidades tradicionais, pesquisadores e empreendedores sociais se unem em prol da preservação dos manguezais capixabas.

Com 20 minutos de duração, o documentário foi gravado na região de Vitória, onde está localizado o maior manguezal urbano do Brasil. A produção destaca a força cultural e ecológica de um ecossistema essencial para a garantia do equilíbrio climático, da biodiversidade costeira e da segurança alimentar da população.

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Com narrativas sensíveis, o filme serve de inspiração para quem busca iniciativas inovadoras para a conservação marinha e para o desenvolvimento da Economia Azul, que consiste no uso sustentável dos recursos dos oceanos. Um exemplo desse uso está na reciclagem das cascas de mariscos, que são transformadas em um pó utilizado como insumo agrícola.

O documentário revela como a solução permite que as marisqueiras complementem sua renda, fortalecendo um ciclo econômico e social no qual todos saem beneficiados: o meio ambiente, as comunidades do mangue e os agricultores do estado.

Cascas de mariscos antes de serem processadas para virarem insumo agrícola. Imagem do documentário “Impacta Oceano Mangue é Vida”. (Foto: Divulgação)

O média-metragem também explica a importância desses ecossistemas para a preservação das bacias hidrográficas, desde as nascentes até a foz dos rios, além de evidenciar as espécies marinhas que habitam os manguezais, fundamentais para a subsistência de populações tradicionais que vivem no território.

Entre os entrevistados pelo documentário estão Iberê Sassi, do Projeto Sururu; Thaís Quintão, do SaltGen; Cíntia do Nascimento Siqueira Campos, da APAPS (Associação dos Pescadores Artesanais de Porto de Santana e Adjacências); e Rosineia Pereira Vieira, liderança comunitária da APAPS. Eles participarão de roda de conversa, no Sesc Glória, após exibição do filme, ao lado da equipe de produção e de representantes do BANDES (Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo) e da SEAMA (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo).

“As histórias presentes no documentário revelam o poder transformador de iniciativas que unem pertencimento, inovação, impacto social e defesa dos ecossistemas costeiros”, afirma Amanda Albano Alves, sócia-fundadora da Bloom Ocean.

A produção é uma realização da Bloom Ocean, com apoio do Ministério da Cultura, da Espírito Criativo e Franklin Filmes, e conta com patrocínio do BANDES, via Lei de Incentivo à Cultura. A obra tem ainda a parceria da Graúna Digital e da Dandá Narrativas Audiovisuais.

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