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Eleições na República Centro-Africana: seis candidatos desafiam atual presidente nas urnas

O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin Archange Touadera, durante evento em Bouboui, 1º de março de 2025

O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin Archange Touadera, durante evento em Bouboui, 1º de março de 2025

— Patrick Meinhardt/AFP

25 de dezembro de 2025

No próximo sábado (27), seis candidatos presidenciais enfrentarão o atual presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin Archange Touadera, do partido Movimento dos Corações Unidos, nas eleições à presidência da ex-colônia francesa, independente desde 1960.

A oposição acusa Touadera, eleito pela primeira vez em 2016, de tentar se manter no poder de forma indefinida pela tentativa de chegar ao terceiro mandato nesta eleição. A liberação para um novo mandato se tornou possível após uma mudança na Constituição do país, em 2023.

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Abaixo, os nomes dos seus candidatos que tentam tirar o atual presidente do poder.

Anicet-Georges Dologuele

Principal líder opicionista, Dologuele fundou o partido União pela Renovação Centro-Africana (URCA), em 2013, é candidato à presidência pela terceira vez. O político ficou em segundo lugar, atrás de Touadera, nas eleições de 2016 e 2021.

Administrador e graduado em economia, Dologuele já foi ministro da Fazenda e premiê da RCA durante a passagem do ex-presidente Ange-Felix Patasse nos anos 1990.

Após esse período, o candidato trabalhou no Banco dos Estados da África Central e liderou o Banco de Desenvolvimento dos Estados da África Central por quase uma década. Segundo a agência AFP, seus detratores o acusam de corrupção e elitismo.

A decisão de concorrer à eleição foi vista com surpresa, uma vez que a postura quebra com um bloco oposicionista que boicota a votação, apontada como “vergonha eleitoral” pelo grupo que acusa Dologuele de traição.

O candidato, no entanto, critica a autoridade eleitoral do país, apontando parcialidade e incompetência, além de acusações de autoritarismo.

O então candidato à presidência da República Central-Africana (RCA) durante a campanha presidencial, Bangui, 12 de fevereiro de 2016
O então candidato à presidência da República Central-Africana (RCA) durante a campanha presidencial, Bangui, 12 de fevereiro de 2016 (Foto: Issouf Sanogo/AFP)

Henri-Marie Dondra

Aliado de Touadera, Dondra também já serviu como ministro da Fazenda e premiê, tendo deixado o atual governo em 2023.

Fundador do partido Reformador, ainda antes de aderir ao partido do presidente, Dondra criou outra agremiação, a Unidade Republicana, após deixar o governo de Touadera. O partido se enxerga como uma ponte centrista entre governo e oposição.

Formado em finanças, Dondra liderou o Fundo Africano de Cooperação Econômica e Garantias, organização que mobiliza recursos financeiros para 14 países africanos e para o setor privado nesses países.

Em março de 2025, um mês antes do apoio oficial de seu partido a sua candidatura, dois dos irmãos de Dondra foram presos acusados de tentativa de envenenar Touadera e um de seus associados.

Um de seus irmãos segue detido mesmo sem julgamento, ainda sem acusação formal, levando a declarações de Dondra afrimando que a democracia da RCA sofre um “assassinato gradual”.

O então novo premiê da República Central-Africana (RCA), Henri Maria Dondra, discursa duranta a transferência de poder em Bangui, 15 de junho de 2021
O então novo premiê da República Central-Africana (RCA), Henri Maria Dondra, discursa duranta a transferência de poder em Bangui, 15 de junho de 2021 (Foto: Barbara Debout/AFP)

Serge Djorie

Djorie concorreu à presidência em 2021, mas conseguiu apenas 0,5% dos votos. O líder do partido Mudança Coletiva em direção a uma nova República Central Africana foi ministro das Comunicações e porta-voz do governo até janeiro de 2024.

Médico formado em Clermont-Ferrand, na França, Djorie foi pesquisador no departamento de epidemiologia no Instituto Pasteur de Bangui.

Aristide Briand Reboas

Reboas, líder do Partido Democrático Cristão, é candidato à presidência pela segunda vez. Após a derrota em 2021, com 0,41% dos votos, ele aderiu ao governo Touadera como ministro da Juventude e dos Esportes.

Em janeiro de 2024, ele foi substituído por Heritier Doneng, líder de uma milícia favorável ao governo.

Uma das dez promessas de seu governo é garantir água e eletricidade a todos os centro-africanos.

Eddy Symphorien Kparekouti

Kparekouti, lidera o partido pela Unidade e Reconstrução e a plataforma União Democrática das Forças de Oposição.

O engenheiro civil, prioriza em seu programa o combate à pobreza.

Marcelin Yalemende

Yalemende concorre de forma independente. O pastor evangélico empresário do setor de transportes não tem experiência política e diz querer combinar ação pública com espiritualidade.

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