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Nigéria inicia novo regime tributário e promete alívio para trabalhadores de baixa renda

Pacote de quatro leis entra em vigor em meio a críticas da oposição e defesa do presidente Bola Tinub
O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, passa em revista a guarda de honra durante a cerimônia de boas-vindas no Palácio do Planalto, em Brasília, em 25 de agosto de 2025.

O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, passa em revista a guarda de honra durante a cerimônia de boas-vindas no Palácio do Planalto, em Brasília, em 25 de agosto de 2025.

— Evaristo Sa/AFP

2 de janeiro de 2026

A Nigéria iniciou, na quinta-feira (1º), a aplicação de um novo regime tributário com a promessa de ampliar a base de arrecadação, reduzir a carga sobre trabalhadores de baixa renda e pequenos negócios e reorganizar os mecanismos de cobrança de impostos. O sistema entrou em vigor a partir de um conjunto de quatro leis sancionadas em junho, apesar de pedidos da oposição para o adiamento da medida.

O novo modelo reúne, em um único arcabouço, a Lei Tributária da Nigéria, a Lei de Administração Tributária, a Lei do Serviço de Receita da Nigéria e a Lei do Conselho Conjunto de Receita. Segundo o governo, o pacote busca simplificar o sistema e uniformizar tributos em todo o país, dividido em 36 estados.

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A entrada em vigor do novo regime ocorreu em meio a acusações de alterações irregulares na legislação. O líder oposicionista Atiku Abubakar afirmou que o governo inseriu mudanças ilegais e não autorizadas nos textos aprovados pelo Parlamento.

A oposição também criticou a rapidez da implementação e argumentou que o país deveria adiar a reforma para ampliar o debate público e legislativo sobre seus impactos econômicos e sociais.

Resposta do governo

O presidente Bola Tinubu rejeitou as acusações e classificou as críticas como prematuras. Em nota divulgada na terça-feira anterior à entrada em vigor do sistema, afirmou que não houve questionamentos consistentes que justificassem a interrupção do processo de reforma tributária.

Em sua mensagem de Ano Novo, Tinubu declarou que as mudanças foram estruturadas para criar uma base fiscal voltada à arrecadação e ao financiamento de políticas públicas. Segundo o presidente, a unificação do sistema tributário permitirá aumentar a receita de forma contínua, corrigir distorções fiscais e fortalecer a capacidade do Estado de financiar infraestrutura e investimentos sociais.

De acordo com dados oficiais, a Nigéria registra uma relação entre arrecadação tributária e Produto Interno Bruto de 13,5%. O indicador mede a capacidade de um governo de gerar recursos para serviços públicos e obras de infraestrutura e permanece abaixo da média do continente africano.

Em comparação, países da União Europeia e os Estados Unidos apresentam índices superiores a 25%, o que evidencia a distância entre a Nigéria e economias com maior capacidade de financiamento estatal

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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