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União Europeia e África do Sul fecham acordo sobre minerais estratégicos antes da Cúpula do G20

Parceria sobre fornecimento e refino de metais para a transição energética define cenário antes do encontro focado em crise da dívida
O vice-presidente executivo para a Prosperidade e Estratégia Industrial da Comissão Europeia, Stephane Sejourne (à esquerda), cumprimenta o ministro dos Recursos Minerais e Petrolíferos da África do Sul, Gwede Mantashe (à direita).

O vice-presidente executivo para a Prosperidade e Estratégia Industrial da Comissão Europeia, Stephane Sejourne (à esquerda), cumprimenta o ministro dos Recursos Minerais e Petrolíferos da África do Sul, Gwede Mantashe (à direita).

— Gianluigi Guercia/AFP

21 de novembro de 2025

A União Europeia (UE) e a África do Sul formalizaram, na quinta-feira (20), um acordo para intensificar a exploração, a extração e o refino de minerais e metais no território sul-africano. A assinatura ocorreu em Joanesburgo, durante reunião entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

A parceria estabelece as bases para novos projetos industriais de interesse comum, com foco na cadeia dos minerais críticos — insumos essenciais para baterias, eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética na Europa. 

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Segundo declaração da UE, o acordo visa identificar oportunidades conjuntas em todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo a reciclagem.

Von der Leyen afirmou que os minerais são indispensáveis para o avanço das energias limpas. Ramaphosa classificou o pacto como um marco para gerar valor dentro do país, ressaltando que o processamento deverá ocorrer em território sul-africano. 

A África do Sul possui mais de três quartos das reservas globais de metais do grupo da platina, além de liderar em manganês e figurar entre os maiores produtores de cromo.

O acordo se consolida em um momento de instabilidade geopolítica, no qual a UE busca reduzir dependências externas, sobretudo da China, que ampliou restrições à exportação de minerais estratégicos.

Agenda do G20: dívida e desigualdade

A presidência sul-africana do G20 trabalha sob o tema “Solidariedade, igualdade e sustentabilidade”. A África do Sul buscará compromissos para o alívio da dívida dos países com desenvolvimento em curso. A ampliação do financiamento para a adaptação às mudanças climáticas é outra prioridade.

A crise da dívida é um problema grave no continente. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) informam que países africanos destinaram R$ 373 por pessoa ao pagamento de juros da dívida entre 2021 e 2023. Esse valor supera os investimentos médios em educação (R$ 336) e saúde (R$ 234) no mesmo período.


A África do Sul também apresentará uma recomendação para a criação de um Painel Internacional sobre a Desigualdade. O Painel funcionaria de forma semelhante ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, focado em questões climáticas. O estabelecimento do Painel representa um avanço para países do Sul Global.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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