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‘Dias e Dias’: filme criado por profissionais periféricos destaca potência do cinema brasileiro

O média-metragem traz um diário visual em São Paulo sobre o tempo, mobilidade social, esperança e o movimento de persistir
Cena do filme "Dias e Dias".

Cena do filme "Dias e Dias".

— Divulgação/Filmica

7 de fevereiro de 2026

Entre a urgência de sobreviver e o desejo de existir de forma plena, um dia de cada vez. O filme “Dias e Dias” faz um retrato sobre mobilidade urbana e social em São Paulo, juventude e esperança. Dirigido pela dupla 2Vilão, como são conhecidos Mary Abrantes e Peri, o média-metragem tem previsão de lançamento para o último trimestre de 2026.

O deslocamento em grandes centros urbanos reflete profundamente as desigualdades entre a população brasileira e, consequentemente, interfere nos sonhos de quem vive à margem.  

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Usando como cenário para as filmagens, a periferia da Zona Sul e o Centro de São Paulo, o filme acompanha Caíque, um jovem fotógrafo dividido entre a estabilidade do trabalho e o desejo de viver de arte. No trajeto entre o centro e o bairro, entre a pressa e a contemplação, ele observa o mundo com o olhar de quem procura sentido nas cenas que o cercam. No elenco principal: Bias, Larissa Diaz, Nando Bárá, Elias Cardoso e Felipe Paraguassu.

A obra audiovisual é produzida pela Fílimica e tem apoio institucional do Instituto Criar, ONG fundada em 2003 que tem como missão promover o desenvolvimento profissional e pessoal de jovens de territórios periféricos pelo audiovisual. O filme reúne nos bastidores 16 talentos formados pelo Criar, como a dupla de diretores, o roteirista Guilherme Candido e a produtora executiva Ana Inez Eurico.

Além disso, 75% da equipe é formada por profissionais da periferia, demonstrando a potência sociocultural do cinema brasileiro e contribuindo para um mercado audiovisual democrático e plural. Pessoas que trazem narrativas semelhantes ao próprio protagonista, levando pras telas narrativas e estéticas periféricas.

“Dias e Dias nasce do desejo de observar o tempo, o tempo de quem trabalha, espera e sonha. Esse projeto significa muito para nós, somos veteranos do Criar e também somos frutos de coletivos de Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo, incentivados por políticas públicas e pelas ações do próprio Instituto. Dias e Dias retrata essa vivência em uma história que se confunde com a nossa. Nosso foco é o anseio pessoal de quem cria à margem. Não para vencer, mas para continuar”, compartilham os diretores Mary Abrantes e Peri, da 2Vilão.

A narrativa percorre a capital paulista como um diário visual, refletindo sobre mobilidade urbana, o tempo e o movimento de continuar, mesmo quando tudo parece igual. 

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