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Edital vai identificar e fortalecer ‘Pequenas Áfricas’ espalhadas pelo Brasil

Edital selecionará quatro territórios para receber apoio e capacitação voltados à preservação da herança africana e ao desenvolvimento do afroturismo
Edital Rede Memória Viva foi anunciado no Festival Feira Preta, no Rio de Janeiro.

Edital Rede Memória Viva foi anunciado no Festival Feira Preta, no Rio de Janeiro.

— Divulgação/Nti Uirá

6 de junho de 2026

Durante o Feira Preta Festival, no Rio de Janeiro, foi anunciado o lançamento do edital Rede Memória Viva, que vai identificar, conectar e fortalecer territórios que preservam a herança africana em diferentes regiões do país, ampliando a experiência desenvolvida na Pequena África carioca. Na primeira etapa, quatro territórios serão selecionados para receber apoio e desenvolver projetos definidos pelas próprias comunidades.

O edital faz parte das ações do Consórcio Viva Pequena África, composto pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), pela Diáspora.Black e pela Feira Preta, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Além de integrar a rede, os territórios selecionados terão acesso a capacitações voltadas ao desenvolvimento do afroturismo e ao fortalecimento institucional de organizações locais. A iniciativa também irá mapear experiências de preservação da memória africana em diferentes estados brasileiros, identificando espaços de resistência, patrimônios culturais e organizações comunitárias que mantêm viva a história da população negra.

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Segundo Marcos Motta,  assessor técnico da presidência do BNDES, a proposta parte da escuta dos próprios territórios. “São as comunidades e os territórios que vão apontar o que desejam fortalecer e preservar”, destacou.

Durante a apresentação da iniciativa, os organizadores destacaram que toda cidade brasileira guarda marcas da presença africana e que muitos desses territórios ainda permanecem invisibilizados. A expectativa é que a Rede Memória Viva contribua para dar visibilidade a essas histórias e fortalecer projetos já desenvolvidos pelas comunidades locais.

A fundadora da Feira Preta, Adriana Barbosa, ressaltou a importância de reconhecer a dimensão econômica desses projetos.

“A gente pode entregar a nossa excelência, mas a nossa excelência custa. É preciso que haja muito investimento e a gente precisa falar que investimentos em projetos negros custam milhões”, ressaltou sobre a importância de reconhecer a dimensão econômica.

A Rede Memória Viva será desenvolvida inicialmente como um projeto-piloto. A partir da seleção dos quatro territórios, a expectativa é construir referências que possam inspirar novas ações de preservação da memória africana e fortalecimento da economia negra em outras regiões do país. 

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