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Cineasta pioneira em retratar libertação de países africanos é tema de exposição em SP

A mostra “O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror” acontece entre 21 de fevereiro e 22 de março e explora o acervo da cineasta, importante nome do cinema decolonial
A cineasta Sarah Maldoror.

A cineasta Sarah Maldoror.

— Reprodução/Ufrj

21 de fevereiro de 2026

A trajetória da cineasta franco-guadalupense Sarah Maldoror, uma das primeiras mulheres negras a filmar no continente africano, é o foco de uma mostra inédita em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP), na cidade de São Paulo.

Com entrada gratuita, a retrospectiva reúne curtas e longas-metragens que evidenciam a relevância histórica e estética da diretora para a cinematografia e para a produção audiovisual de mulheres negras. 

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A exposição “O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror” ocorre até  22 de março e apresenta um conjunto de 34 obras. Dessas, 19 foram dirigidas pela artista e outras 15 são assinadas por diferentes realizadores.

Nascida na França e filha de pai guadalupense, a cinegrafista se consolidou como uma figura central do cinema anticolonial. Sua filmografia é composta por mais de quarenta títulos e retrata processos de libertação em países como Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde. 

Maldoror, reconhecida por articular rigor político e sensibilidade poética, construiu narrativas que expuseram a dimensão das lutas anticoloniais, com ênfase no protagonismo feminino nas insurgências africanas.

A mostra tem curadoria de Lúcia Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Letícia Santinon e busca reafirmar a importância de Sarah Maldoror como referência pioneira na história do cinema negro.

Confira a programação completa no site do CCBB.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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