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Quilombo Casa compartilha conhecimentos sobre produção cultural comunitária e contracolonial

Ponto de Cultura em Olinda faz atividades gratuitas de aquilombamento e afirmação na comunidade, aos sábados
Elaine Una e uma jovem conversando no Quilombo Casa.

Elaine Una e uma jovem conversando no Quilombo Casa.

— Alexandre HN

1 de março de 2026

O Ponto de Cultura Quilombo Casa, na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, Pernambuco, com mais de dez anos de existência, realiza até maio, sempre aos sábados, atividades formativas com foco na produção cultural comunitária e contracolonial.

Elaine Una, Alexandre Henrique, Amanda Atíladê, Marcelo Renan e Mariana Reis estão à frente das facilitações, sendo profissionais com articulações artístico-culturais diversas e que dialogam com território, memória, comunicação, tecnologia, gestão e produção executiva. Todas essas pessoas reúnem vivências pautadas por saberes comunitários, práticas anticoloniais e ferramentas técnicas fundamentais para quem atua ou deseja atuar com arte, cultura e educação.

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“A gente acredita que a realização dessas atividades traz o compartilhamento de conhecimentos na área de produção cultural, mas a partir de um chão, de uma origem e de uma trajetória, que é a ancestralidade, o território, a contracolonialidade e o quilombo. Consequentemente, a proposta de conteúdo reforça o posicionamento da organização (Quilombo Casa) no mundo”, afirma Elaine.

As temáticas das atividades são “Tecnologias de som e imagem para o trabalho de produção cultural” (aula no dia 14 de março – facilitação por Alexandre Henrique); “Comunicação e Assessoria” (28 de março – Mariana Reis); “Patrimônio, memória e contracolonialidades para a manutenção de grupos de cultura popular” (11 de abril – Marcelo Renan); “Elaboração de Projetos” (25 e 26 de abril – Elaine Una); “Produção Executiva de Eventos e Empreendedorismo” (2 de maio – Amanda Atíladê); e “ Vivência Prática” (16 de maio – lançamento do CD da mestra Una e Coco do Farol).

A ideia do contracolonialismo é um pensamento do líder quilombola e escritor Nego Bispo. Para ele, o conceito é a respeito do “você querer me colonizar e eu não aceitar que você me colonize, é eu me defender”.

Com dez vagas limitadas e prioridade para a população negra e indígena, quase 100 pessoas fizeram a inscrição. O curso também garante certificado.

Para mais informações, acesse a página do Quilombo Casa no Instagram.

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