O coletivo A Voz do Congo realiza, no dia 6 de março, um evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher, voltado à realidade das mulheres congolesas, maiores vítimas da guerra na República Democrática do Congo. O encontro será na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na capital paulista.
A iniciativa, com o tema “Vozes que atravessam o Atlântico: O grito da Mulher Congolesa entre a Guerra e a Diáspora”, busca dar visibilidade ao conflito armado no leste do país, que dura mais de três décadas, em meio a uma crise humanitária ligada à exploração ilegal de recursos naturais, situação que tem ameaçado a vida de milhares de mulheres congolesas.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Para a presidente do coletivo, Prosper Dinganga, o evento carrega importância sociopolítica e denuncia as condições das mulheres como as principais vítimas do conflito.
“É um espaço vital para denunciar a condição das mulheres como as maiores vítimas do conflito na República Democrática do Congo”, afirma.
O evento reunirá profissionais da saúde, pesquisadoras, ativistas, empreendedoras, assistentes sociais e uma conselheira municipal com atuação política em São Paulo, com o objetivo de discutir a integração e os desafios enfrentados por mulheres imigrantes e refugiadas na sociedade brasileira, além de combater a invisibilidade da diáspora africana.
Entre os destaques, estão debates sobre a situação das mulheres congolesas no Brasil, conduzidos por mulheres que vivem no país, incluindo vítimas diretas dos conflitos. O evento contará ainda com a participação da cantora, compositora e política congolesa Bárbara Kanam, atualmente presidente do Conselho de Administração do Fundo de Promoção Cultural na República Democrática do Congo. Natural de Bukavu, região marcada pelos conflitos, ela deve abordar o papel da cultura na reconstrução social.
Em fevereiro, o governo da República Democrática do Congo informou que ao menos 17.015 pessoas morreram nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, áreas que registram confrontos envolvendo a aliança rebelde AFC/M23, incluindo as cidades de Goma e Bukavu. O país segue enfrentando instabilidade política, disputas econômicas e episódios recorrentes de violência.
O encontro conta com o apoio do Movimento Negro Unificado (MNU) e do mandato estadual da Bancada Feminista do PSOL, que integra o Grupo de Trabalho Intersetorial de Direitos dos Migrantes e Refugiados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Serviço
Data: Dia 6 de março de 2026
Horário: 17h00
Local: Sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo-Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Moema, São Paulo – SP, CEP 04097-900