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Museu Afro Brasil abre inscrições para guia nacional de acervos e iniciativas afro-brasileiras

Projeto da Rede de Acervos Afro-brasileiros busca mapear museus, quilombos, terreiros e coleções particulares de todo o país; prazo vai até 31 de julho
Fachada do Museu Afro Brasil.

Fachada do Museu Afro Brasil.

— Reprodução/Museu Afro Brasil

8 de março de 2026

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e a Rede de Acervos Afro-brasileiros lançaram o chamamento público para adesões ao Guia que reúne iniciativas dedicadas à preservação e à difusão de bens culturais afro-brasileiros em todo o país.

A convocação se dirige a museus, arquivos, bibliotecas, povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana, quilombos, pontos de memória, sítios de memória e consciência, casas e pontos de cultura, coleções particulares e outras iniciativas que colecionam, salvaguardam ou manifestam bens culturais materiais e imateriais produzidos ou reconhecidos por pessoas e comunidades negras.

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O objetivo do guia consiste em reunir e tornar visível a diversidade de iniciativas responsáveis pela preservação da memória afro-brasileira no território nacional. As inscrições para o Guia 2027 seguem até 31 de julho por meio de formulário on-line.

A primeira edição do Guia, publicada em 2024, reuniu 41 iniciativas de 11 estados das cinco regiões brasileiras. A segunda edição, lançada em 2026, ampliou o alcance para 106 iniciativas de 17 estados. Apesar do avanço, os organizadores reconhecem que o mapeamento ainda está longe de contemplar a totalidade das iniciativas existentes no país.

Janderson Brasil Paiva, analista de Articulação em Rede Sênior do Programa Conexões Museus SP do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, afirmou que o trabalho da Rede é inédito por reunir instituições com diferentes características aproximadas pelo que preservam. 

“Isso é o que faz do Guia um referencial único. O desejo é que todas as iniciativas guardiãs de bens afro-brasileiros estejam registradas na publicação”, declarou em comunicado à imprensa.

Parcerias institucionais

Para ampliar a capilaridade do chamamento, a Rede de Acervos Afro-brasileiros pretende firmar parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e os Sistemas Estaduais de Museus. O objetivo é aumentar a participação de iniciativas presentes em todo território nacional.

Paulo Roberto, diretor executivo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, destacou que fortalecer a Rede significa consolidar uma política de reconhecimento e articulação nacional. 

“O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo reafirma, com essa iniciativa, a sua vocação de ampliar a visibilidade de ações que preservam a memória negra em todo o país, especialmente nos territórios historicamente menos contemplados pelas políticas culturais”, compartilhou.

Serviço

Guia da Rede de Acervos Afro-brasileiros 2027

Inscrições: até 31 de julho de 2026

Link para cadastro: https://forms.gle/YsH5N7rvvUvgLf7R9

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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