O Governo do Paraná anunciou nesta terça-feira (10) que vai disponibilizar livros de autores indígenas nas bibliotecas de 31 escolas indígenas da rede estadual. A medida deve beneficiar estudantes das etnias Kaingang, Guarani e Xetá.
A iniciativa busca ampliar o acesso a narrativas produzidas por povos originários, valorizar tradições e fortalecer a diversidade cultural no ambiente escolar. As obras abordam aspectos históricos e contemporâneos das comunidades indígenas e incluem exemplares em formato bilíngue.
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O escritor guarani Olívio Jekupe, da aldeia Kakane Porã, no bairro Campo de Santana, em Curitiba, está entre os autores contemplados pela iniciativa. Com cerca de 30 livros publicados, ele transita por gêneros como poesia, contos, romances e literatura infantojuvenil.
Entre suas obras estão “Larandu, o cão falante” e “A mulher que virou Urutau”, que abordam temas sociais, o folclore indígena e elementos da cultura guarani.
Segundo o governo, a rede estadual do Paraná conta com 40 escolas indígenas, que atendem mais de 5 mil estudantes das etnias Kaingang, Guarani, Xokleng e Xetá, respeitando a especificidade étnico-cultural de cada comunidade. As instituições adotam ensino intercultural e bilíngue, com aulas em língua indígena e em português.
A ação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) é realizada por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola – Equidade (PDDE–Equidade), voltado ao apoio de escolas indígenas, quilombolas, do campo, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial.
Além da manutenção das escolas indígenas, a secretaria também diz promover a inserção de práticas pedagógicas voltadas à valorização da cultura indígena, por meio da lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica.