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Ministério da Cultura repudia demolição do Teatro Contêiner, em SP

Em nota, a pasta destaca falta de retorno da Prefeitura de São Paulo na busca por um novo terreno para o equipamento cultural
O Teatro Contêiner após intervenção da Prefeitura de São Paulo.

O Teatro Contêiner após intervenção da Prefeitura de São Paulo.

— Reprodução/Teatro Contêiner

23 de março de 2026

O Ministério da Cultura (MinC) emitiu, no domingo (22), uma nota de repúdio ao início da demolição do Teatro Contêiner, no centro da capital paulista, pela Prefeitura de São Paulo.

Em janeiro, a administração municipal, chefiada por Ricardo Nunes (MDB), retomou a posse da área ocupada desde 2016 pela Cia Mungunzá e pela ONG Tem Sentimento. O local se tornou uma ocupação artística e sociocultural na região conhecida como Cracolândia. 

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A primeira ordem de desocupação ocorreu em maio de 2025. Uma das ações de despejo da Guarda Civil Metropolitana (GCM), em agosto do mesmo ano, utilizou spray de pimenta contra os artistas. 

Na nota, também assinada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), a pasta informa que foi solicitada a retomada das negociações da prefeitura com a Cia para a reinstalação da iniciativa em outro terreno, mas não houve retorno positivo.

“Lamentavelmente, a Prefeitura tem se mantido irredutível em apresentar qualquer alternativa para a permanência das atividades do Teatro de Contêiner”, diz trecho do comunicado.

O MinC destaca que as apresentações dos espetáculos são acolhidas pelo Complexo Cultural Funarte São Paulo, no Campos Elíseos, com apoio da Superintendência do Patrimônio da União. 

“O Teatro de Contêiner e a Cia Mugunzá são referências nacionais e internacionais, devem ser protegidos, fomentados e não destruídos. Teatro não x se derruba!”.

A vereadora Amanda Paschoal também se manifestou nas redes sociais. No X (antigo Twitter), a parlamentar classificou a demolição como uma “tentativa de aniquilação das expressões artísticas”. 

“Ao invés de construir mais espaços como o Teatro de Contêiner, que abrigou montagens teatrais, shows e projetos sociais imprescindíveis como o Tem Sentimento, o governo municipal abraçou o fim da arte como projeto de cidade. Tarcísio de Freitas, o governador bolsonarista, também é cúmplice desse crime”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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