Uma pesquisa do veículo jornalístico Brasil de Fato, divulgada na segunda-feira (23), indicou um aumento exponencial nos casos de intolerância religiosa no Rio Grande do Sul. O total de ocorrências em 2025 é cerca de 84 vezes maior do que o registrado em 2020.
A pesquisa reúne dados sobre as denúncias catalogadas pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para quantificar as manifestações do preconceito religioso no Rio Grande do Sul.
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Segundo o levantamento, o número de denúncias no estado apresentou um crescimento contínuo ao longo dos anos, passando de dois casos em 2020 para 169 em 2025, considerando até 17 de novembro.
O Rio Grande do Sul é o estado com maior concentração de terreiros de religiões afro no Brasil. Conforme indica um levantamento do Ministério da Igualdade Racial (MIR), cerca de 1,3 mil comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro estão localizadas na região.
A capital Porto Alegre obteve um aumento de aproximadamente 48,8% entre 2023 (64) e 2025 (60). Em todo o período analisado, a região somou 198 ocorrências, o equivalente a um terço dos registros gaúchos.
De acordo com o delegado da Polícia de Combate à Intolerância Religiosa, as religiões de matriz africana são as principais vítimas de intolerância, motivada principalmente pelo racismo. Ele destaca que as mulheres negras são as mais afetadas, representando em média 70% dos ataques.