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Porto Alegre tem aumento de quase 50% nos casos de intolerância religiosa

Levantamento do Brasil de Fato destaca crescimento de cerca 48,8% nos casos registrados entre 2023 e 2025 em Porto Alegre
Homenagem ao orixá Oxossi na lavagem da escadaria Baden Powell, em Copacabana, Rio de Janeiro.

Homenagem ao orixá Oxossi na lavagem da escadaria Baden Powell, em Copacabana, Rio de Janeiro.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

24 de março de 2026

Uma pesquisa do veículo jornalístico Brasil de Fato, divulgada na segunda-feira (23), indicou um aumento exponencial nos casos de intolerância religiosa no Rio Grande do Sul. O total de ocorrências em 2025 é cerca de 84 vezes maior do que o registrado em 2020. 

A pesquisa reúne dados sobre as denúncias catalogadas pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para quantificar as manifestações do preconceito religioso no Rio Grande do Sul.

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Segundo o levantamento, o número de denúncias no estado apresentou um crescimento contínuo ao longo dos anos, passando de dois casos em 2020 para 169 em 2025, considerando até 17 de novembro. 

O Rio Grande do Sul é o estado com maior concentração de terreiros de religiões afro no Brasil. Conforme indica um levantamento do Ministério da Igualdade Racial (MIR), cerca de 1,3 mil comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro estão localizadas na região. 

A capital Porto Alegre obteve um aumento de aproximadamente 48,8% entre 2023 (64) e 2025 (60). Em todo o período analisado, a região somou 198 ocorrências, o equivalente a um terço dos registros gaúchos.

De acordo com o delegado da Polícia de Combate à Intolerância Religiosa, as religiões de matriz africana são as principais vítimas de intolerância, motivada principalmente pelo racismo. Ele destaca que as mulheres negras são as mais afetadas, representando em média 70% dos ataques. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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