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Ebony e Os Garotin revisitam origens em programa de Lázaro Ramos

Novo episódio de "Espelho - 20 anos Depois" reúne rapper e grupo de São Gonçalo para conversa sobre trajetória, periferia e o papel da arte como transformação
Cupertino, Leo Guima, Lázaro Ramos, Anchietx e Ebony no programa "Espelho - 20 anos Depois".

Cupertino, Leo Guima, Lázaro Ramos, Anchietx e Ebony no programa "Espelho - 20 anos Depois".

— Ana Paula Amorim/ Divulgação

25 de março de 2026

No dia 27 de março, às 22h, o Canal Brasil exibe um episódio inédito de “Espelho – 20 Anos Depois”, dirigido e apresentado por Lázaro Ramos. O programa recebe a rapper Ebony e o grupo Os Garotin para uma conversa sobre trajetória, criação artística e pertencimento. 

No encontro, os convidados revisitam suas origens, refletem sobre o amadurecimento pessoal e discutem o papel da arte como forma de expressão e transformação.

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Ebony relembra a infância em Queimados, na Baixada Fluminense, marcada por convivência familiar e música. 

“Éramos muito unidos, tinha um quintal grande, era tudo muito familiar. Tive uma infância comum, ia para a igreja e cantava”, conta. 

Sobre o início na arte, ela revela a inclinação criativa desde cedo: “Eu desenhava, escrevia e fazia colagens com trilha sonora. Quando virou música, fez sentido. Foi assim que compus minha primeira letra”.

Leia mais: ‘Traiçoeira com mulheres negras’: Ebony critica indústria musical no WME Awards 

A artista também destaca que sua profissionalização veio de forma espontânea, mas exigiu preparo. 

“Tudo partiu muito de mim. Quando percebi, minha arte já sustentava minha família. Mas fui atrás de estudar, fiz teatro, canto, inglês e aprendi a produzir sozinha, porque no começo o custo de estúdio era um obstáculo”, explica.

Ao se lembrar do início da carreira, aos 18 anos, Ebony faz uma reflexão crítica sobre a própria imagem. 

“Hoje não concordo com a ideia de que eu precisava provar ousadia mostrando meu corpo. Aos 25, entendo melhor o peso disso e a responsabilidade com quem me vê como referência.”

Os Garotin: encontro após a igreja e criação coletiva

Na sequência, Os Garotin entram na conversa para contar como se formaram a partir da vivência musical na igreja, em São Gonçalo. 

“O que une a gente é ter começado nesse ambiente, cada um em uma igreja diferente, mas com isso moldando nosso jeito de cantar”, diz Leo Guima.

Anchietx relembra a transição para o rap e o audiovisual. “Saí da igreja, comecei a andar com o pessoal do rap e a fotografar artistas. Daí vieram os convites para estúdio e fui ganhando experiência.”

Cupertino completa e fala do encontro entre os integrantes. “Depois da igreja, fui tocar em bares. Conheci o Anchietx em um sarau e quis aproximá-lo do Leo. A conexão foi imediata e começamos a criar juntos na casa dos nossos pais.”

Sobre o processo criativo, o grupo destaca a ausência de vaidade. “A música vem de forma natural, cada um contribui com tudo”, afirma Leo. “A gente faz sem ego, buscando um ponto em comum”, acrescenta Cupertino.


Leia mais: ‘Somos corpos políticos’: Os Garotin querem levar representatividade negra e periférica para o The Town

Ao final do episódio, Lázaro Ramos propõe um desafio criativo: Ebony e Os Garotin se unem para compor juntos uma estrofe inédita, encerrando o encontro com um exercício coletivo de criação.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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