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TCU faz acordo com organizações negras para fortalecer participação social

Parceria com CRIOLA, Geledés e SOS Corpo visa garantir que recursos públicos cheguem a populações vulnerabilizadas
Fachada do Tribunal de Contas da União (TCU).

Fachada do Tribunal de Contas da União (TCU).

— Valter Campanato/Agência Brasil

28 de março de 2026

O Tribunal de Contas da União (TCU) firmou um Acordo de Cooperação Técnica com as organizações CRIOLA, Geledés – Instituto da Mulher Negra e SOS Corpo. O objetivo é promover ações voltadas à igualdade de gênero e ampliar a efetividade da participação social nas fiscalizações realizadas pelo órgão.

Segundo Maiah Lunas, diretora executiva da CRIOLA, a parceria estabelece um canal de diálogo entre produção de conhecimento social e instrumentos institucionais. 

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Ela afirma que a medida pode contribuir para que políticas públicas e recursos alcancem populações historicamente excluídas.

“Entendemos que aproximar o conhecimento produzido nos territórios dos instrumentos institucionais de fiscalização do Estado é fundamental para garantir que as políticas e os recursos públicos cheguem, de fato, às populações historicamente mais vulnerabilizadas”, comenta em nota à imprensa.

A CRIOLA é uma organização da sociedade civil fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras. Atua na defesa e promoção de direitos das mulheres negras em perspectiva integrada e transversal, com a missão de trabalhar pela erradicação do racismo patriarcal cis-heteronormativo.

A organização contribui para a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, na garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver. 

Leia mais: Brasil precisa fortalecer participação social para combater desigualdades, aponta relatório

Adesão a selo internacional motivou iniciativa

O acordo foi viabilizado a partir da adesão do TCU ao “Selo de Igualdade de Gênero para Instituições Públicas”, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Tribunal passou a integrar o programa em 2024.

A certificação internacional avalia o progresso de instituições públicas com base em padrões definidos globalmente. O processo inclui acompanhamento técnico, uso de ferramentas de monitoramento e orientação para implementação de medidas voltadas à igualdade de gênero.

Ao final do ciclo, as instituições podem receber reconhecimento em diferentes níveis, conforme o avanço registrado nas práticas adotadas.


Leia mais: Estudos revelam padrão sistêmico de violência política de gênero contra mulheres negras

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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