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PL quer implementar jornada de 52 horas semanais, denuncia Erika Hilton

Segundo a parlamentar, mais de 100 deputados do PL assinaram uma proposta que impede o fim da escala 6x1 até 2036
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (ao centro), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (à direita), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em reunião de lançamento de pré-candidatura, no dia 26 de março de 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (ao centro), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (à direita), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em reunião de lançamento de pré-candidatura, no dia 26 de março de 2026.

— Reprodução/Beto Barata/ PL

19 de maio de 2026

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) denunciou, nesta terça-feira (19), em publicação nas redes sociais, uma manobra de parlamentares da direita na Câmara dos Deputados para barrar o fim da escala 6×1, com destaque para o Partido Liberal (PL). 

De acordo com a parlamentar,  176 deputados assinaram uma proposta que impossibilita a aplicação da medida até 2036, além de criar jornadas de até 52 horas por semana. 

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Entre os representantes de São Paulo favoráveis à medida listados pela deputada, 45% são do PL. O partido Novo e o Podemos obtiveram, respectivamente, 10% dos signatários. 

Leia mais: Empresariado faz alarmismo sobre fim da escala 6×1, avalia economista

A mudança no regime trabalhista é, atualmente, uma das principais pautas debatidas pelo Congresso e alvo de intensa disputa com as alas conservadoras. 

No dia 14 de maio, lideranças da Câmara e do governo federal anunciaram um acordo para garantir o descanso remunerado de dois dias por semana, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem alteração salarial. 

Ao mesmo tempo, a Comissão Especial da Câmara analisa duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. Ambas já tiveram a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Em abril, uma reportagem da Folha de S. Paulo denunciou a articulação do PL para a criação de uma campanha de ataque ao fim da escala 6×1, com foco em alegar prejuízos financeiros ao trabalhador. 

Marco Feliciano, apontado por Erika Hilton como um dos articuladores da manobra, já se manifestou a favor do “trabalho até a exaustão”, durante uma tentativa de atrasar a tramitação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Leia mais: Partido Liberal articula campanha contra fim da escala 6×1

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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