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Partido Liberal articula campanha contra fim da escala 6×1

PL alega que redução da escala 6x1 vai acarretar prejuízos ao trabalhador e pretende focar nas mulheres em sua narrativa
Manifestante levanta cartaz pelo fim da jornada de trabalho 6x1, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

Manifestante levanta cartaz pelo fim da jornada de trabalho 6x1, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

— Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

28 de abril de 2026

O Partido Liberal (PL) adotará uma campanha que visa atacar a mobilização parlamentar em defesa do fim da escala 6×1, em debate no Congresso e tema do Projeto de Lei (PL) enviado com urgência pelo governo federal. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo na segunda-feira (28). 

Atualmente, a Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), elaborada com o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ). 

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A matéria, que prevê a redução da carga trabalhista para 36 horas, com três dias de descanso, teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) no dia 22 de abril e aguarda a constituição de uma comissão temporária, a ser determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

Leia mais: CCJ da Câmara aprova avanço do fim da escala 6×1; entenda os próximos passos

Também é discutida a proposta do governo Lula, que propõe a redução de 44 para 40 horas por semana, sem redução salarial. É esperado que, na Comissão Especial, o PL tente “desidratar” as propostas, alterando pontos importantes por meio de emendas.  

Segundo a reportagem da Folha, os partidos de direita opositores à proposta articulam materiais de campanha criticando a alteração da escala 6×1. Entre as estratégias, está alegar que a mudança acarretaria prejuízos financeiros ao trabalhador. A articulação também deve focar nas mulheres, utilizando depoimentos para afirmar que a política resultará na diminuição salarial. 

Durante a última sessão realizada na CCJC, o líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que o PL se trata de uma medida eleitoreira e desatualizada.

“Agora, num passe de mágica, o Lula inventou, junto com alguns parlamentares da esquerda, a famosa pauta que vai resolver o problema do trabalhador brasileiro: o fim da escala 6 por 1. Mentira e enganação em ano eleitoral”, discursou.

Essa não é a primeira vez que o PL sinaliza que irá trabalhar para impedir o avanço e a eventual aprovação da proposta, que, segundo pesquisa da Nexus, é aprovada pela maioria dos brasileiros. 

Leia mais: Maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6×1, aponta pesquisa

No dia 15 de abril, após os deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF) solicitarem mais tempo para analisar a proposta, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) nomeou a mobilização como “kit obstrução” e defendeu o trabalho até a exaustão. 

“Todo trabalho dignifica o homem. Nós temos um país que precisa crescer, e só há crescimento se houver trabalho. Democracias sérias e maduras, como os Estados Unidos da América e Japão, todas as pessoas trabalham até a exaustão”, disse à época.

Em outra ocasião, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, declararam trabalhar para interferir na tramitação da PEC de Hilton no Congresso. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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