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Uganda suspende transporte para RD Congo devido surto de ebola

País registrou duas infecções suspeitas em cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira; surto na província vizinha Ituri já soma 160 mortes e 671 casos provávei
A doutora Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde de Uganda.

A doutora Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde de Uganda.

— Reprodução/Redes Sociais

22 de maio de 2026

Uganda suspendeu todo o transporte público para a República Democrática do Congo (RDC) nesta quinta-feira (21). A medida responde à propagação de um surto de ebola no país vizinho.

A suspensão vale por quatro semanas, conforme anunciou o Ministério da Saúde de Uganda. A proibição inclui balsas e ônibus transfronteiriços. Cargas e transporte de alimentos não sofrem restrição. Todos os voos para a RDC também foram interrompidos, com a medida em vigor dentro de 48 horas.

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“Devido à proximidade de Uganda com o epicentro e às fortes ligações transfronteiriças, o risco de nova importação continua alto”, afirmou Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde de Uganda, em comunicado.

Uganda registrou duas infecções suspeitas de ebola. Os casos envolveram cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. Um deles morreu. O país informou que não há casos ativos de ebola no momento. Um caso anteriormente suspeito testou negativo duas vezes.

Leia mais: O que se sabe sobre o novo surto de ebola na RD Congo

Números do surto na RDC

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDC divulgou novos números na quinta-feira. O vírus já causou 160 mortes suspeitas em quase 671 casos prováveis no país vizinho.

O atual surto decorre da variante Bundibugyo do vírus ebola. Até o momento, não existe vacina nem tratamento clínico específico disponível para essa cepa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como emergência internacional. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) apontaram o momento como uma “Emergência de Saúde Pública de Segurança Continental”.

“A confirmação do vírus Ebola da cepa Bundibugyo em países interconectados nos lembra que a segurança sanitária da África é indivisível. Devemos agir cedo, agir juntos e agir com base na ciência”, disse Jean Kaseya, diretor-geral do órgão de saúde.

Os Estados Unidos intensificaram a triagem de passageiros aéreos vindos da RDC, Uganda e Sudão do Sul no início da semana. O Bahrein anunciou uma proibição de um mês a visitantes dos três países.


Leia mais: EUA vão autorizar entrada da seleção da RD Congo após restrições por ebola

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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