Uganda suspendeu todo o transporte público para a República Democrática do Congo (RDC) nesta quinta-feira (21). A medida responde à propagação de um surto de ebola no país vizinho.
A suspensão vale por quatro semanas, conforme anunciou o Ministério da Saúde de Uganda. A proibição inclui balsas e ônibus transfronteiriços. Cargas e transporte de alimentos não sofrem restrição. Todos os voos para a RDC também foram interrompidos, com a medida em vigor dentro de 48 horas.
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“Devido à proximidade de Uganda com o epicentro e às fortes ligações transfronteiriças, o risco de nova importação continua alto”, afirmou Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde de Uganda, em comunicado.
Uganda registrou duas infecções suspeitas de ebola. Os casos envolveram cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. Um deles morreu. O país informou que não há casos ativos de ebola no momento. Um caso anteriormente suspeito testou negativo duas vezes.
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Números do surto na RDC
O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDC divulgou novos números na quinta-feira. O vírus já causou 160 mortes suspeitas em quase 671 casos prováveis no país vizinho.
O atual surto decorre da variante Bundibugyo do vírus ebola. Até o momento, não existe vacina nem tratamento clínico específico disponível para essa cepa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como emergência internacional. Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) apontaram o momento como uma “Emergência de Saúde Pública de Segurança Continental”.
“A confirmação do vírus Ebola da cepa Bundibugyo em países interconectados nos lembra que a segurança sanitária da África é indivisível. Devemos agir cedo, agir juntos e agir com base na ciência”, disse Jean Kaseya, diretor-geral do órgão de saúde.
Os Estados Unidos intensificaram a triagem de passageiros aéreos vindos da RDC, Uganda e Sudão do Sul no início da semana. O Bahrein anunciou uma proibição de um mês a visitantes dos três países.
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