PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Trabalhadores vão às ruas contra emenda que adia fim da escala 6×1 para 2036

Ato na Avenida Paulista nesta segunda-feira (25), às 18h, pressiona pela votação da PEC que reduz jornada para 40 horas
Adesivo pelo fim da escala 6x1, durante ato no centro de São Paulo, em 10 de agosto de 2025.

Adesivo pelo fim da escala 6x1, durante ato no centro de São Paulo, em 10 de agosto de 2025.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

25 de maio de 2026

Trabalhadores se concentram nesta segunda-feira (25) no vão do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, em ato convocado por centrais sindicais e movimentos sociais. A manifestação pressiona pela votação da PEC que elimina a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta deve ser votada no plenário da Câmara na quinta-feira (28).

A concentração ocorre às 17h no vão do Masp. O Sindicato dos Bancários convoca a categoria a participar do ato, com ponto de encontro a partir das 16h na Regional Paulista (Rua Carlos Sampaio, 305).

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A presidenta do sindicato, Neiva Ribeiro, criticou a emenda protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e outros 175 parlamentares. O texto permite jornada de até 52 horas semanais por acordo individual e adia a redução da carga horária para 2036.

“Deputados do Centrão, da direita e da extrema direita assinaram uma emenda que prevê um período de transição de 10 anos para a medida ser implementada na prática. Ou seja, mais 10 anos de exploração desumana aos trabalhadores”, disse Ribeiro.

O Movimento Negro Unificado também convocou a participação no ato. 

“Tal qual os antigos senhores, os poderosos querem adiar a nossa liberdade, propondo absurdos como bolsa patrão, 52 horas semanais e reduzir só daqui 10 anos. Não iremos permitir, exigiremos nas ruas o fim da escala 6×1, sem redução de salários e com 40 horas semanais”, publicou a entidade em seu perfil nas redes sociais.

Leia mais: Maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6×1, aponta pesquisa

Presidente da Câmara anuncia transição de um ano

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o relatório final da PEC estabelecerá um ano de transição para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

“Após 60 dias da promulgação da PEC, colocaremos no texto a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano, não mais do que isso”, declarou Motta.

Ele listou três pontos como inegociáveis, são eles a redução da jornada para 40 horas semanais, o fim da escala 6×1 e a proibição de redução salarial.

“Partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo”, afirmou.

O que propõe a emenda do Centrão

A emenda de Turra fixa a jornada normal em até oito horas diárias e 40 horas semanais. O texto autoriza acordos individuais ou coletivos a ultrapassar esse limite em até 30%, o que eleva o teto para 52 horas semanais

A mudança constitucional só entraria em vigor dez anos após a publicação. Mesmo depois desse prazo, a redução para 40 horas dependeria de uma lei complementar.

A proposta também prevê redução de 50% da contribuição ao FGTS para empregadores que aderirem à nova jornada, além de incentivos sobre novos vínculos de trabalho e deduções tributárias.


Leia mais: Quem são os deputados que querem adiar fim da escala 6×1 para 2036, cortar FGTS e liberar 52 horas de trabalho

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano