O Movimento Negro e a Frente Parlamentar Mista Antirracismo realizam nesta quarta-feira (27), às 14h, um ato político no Salão Verde da Câmara dos Deputados para pressionar a casa legislativa a aprovar o fim da escala 6×1.
Confirmaram presença os parlamentares Benedita da Silva (PT-RJ), Otoni de Paula (PSD-RJ), Denise Pessôa (PT-RS) e Jack Rocha (PT-ES). A atividade reúne também representantes da sociedade civil.
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A organização batizou o ato com o tema “A Escala 6×1 é a Escravidão do Século 21”. O evento denuncia a realidade de milhões de brasileiros que vivem sem direito ao descanso, aos estudos, ao convívio familiar, ao lazer, aos cuidados com a saúde e à dignidade.
A atividade debate como a precarização do trabalho atinge principalmente a população negra. Os organizadores afirmam que as jornadas excessivas de trabalho não podem mais sustentar o país. A defesa central do ato é a garantia da vida e o equilíbrio entre trabalho e descanso.
A coordenadora da Frente, deputada Dandara (PT-MG), sustenta que a escala 6×1 aprofunda desigualdades históricas. A entidade aponta que a lógica de exploração tem raízes no passado escravista brasileiro.
“A escala 6×1 adoece, exaure e rouba o direito das pessoas viverem com dignidade, com tempo para a família, o lazer, o descanso, os estudos e muito mais. A Lei Áurea não nos libertou, o povo negro continua sendo a maioria nessa escravidão moderna”, afirma a deputada em nota à imprensa.
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Pedido de vista adia votação na comissão
O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial. Com o pedido, a análise do projeto será retomada na próxima sessão.
O relator Leo Prates (Republicanos-BA) e o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), afirmaram que a votação deve ser retomada na quarta-feira (27). O texto pode chegar ao plenário da Câmara na quinta-feira (28).
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), quer que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, a proposta segue para o Senado Federal.
Para retomar a discussão na comissão especial, é necessário esperar as sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou a marcação de uma sessão para esta terça (26) e outra para a manhã de quarta (27).
Com esse cronograma, o texto pode ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã.
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