O Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, registrou a maior alta de violência armada desde o início do monitoramento do Instituto Fogo Cruzado na Bahia. Entre 1 de janeiro e 25 de abril de 2026, o território – que é formado pelos bairros Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Chapada do Rio Vermelho e Santa Cruz – concentrou 26 tiroteios e 40 pessoas baleadas, sendo 30 mortas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 19 tiroteios, 12 mortos e quatro feridos, houve aumento de 37% nos tiroteios, 150% no número de mortos, 150% no número de feridos e 150% no total de pessoas baleadas.
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Os dados também mostram o avanço da letalidade em ações policiais na região. Em 2026, dos 26 tiroteios registrados, 25 aconteceram durante operações ou intervenções policiais — apenas um caso não teve relação com ações das forças de segurança.
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Essas ocorrências resultaram em 29 mortos e dez feridos, um total de 39 pessoas baleadas em ações policiais. Isso significa que, das 40 pessoas baleadas no Complexo do Nordeste de Amaralina em 2026, 39 foram atingidas durante ações policiais.
No mesmo período de 2025, dos 19 tiroteios contabilizados, 16 ocorreram durante ações policiais, deixando 10 mortos e três feridos, totalizando 13 baleados.
Na comparação entre os dois anos, os tiroteios em ações policiais cresceram 56%, enquanto o número de mortos em ações aumentou 190%, os feridos em ações cresceram 233% e o total de baleados em ações policiais teve aumento de 200%.
Entre 1º de janeiro e 25 de abril de 2023, a região registrou 16 tiroteios, com nove mortos e seis feridos. Do total de ocorrências, 12 aconteceram durante ações policiais, resultando em sete mortos e cinco feridos.
Já no mesmo período de 2024, foram registrados oito tiroteios e sete mortos. Desse total, cinco tiroteios ocorreram em ações policiais, que deixaram cinco mortos.
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