O árbitro somali Omar Artan retornou a Mogadíscio, capital da Somália, sob aplausos dias depois de ter a entrada negada nos Estados Unidos e perder a oportunidade de atuar na Copa do Mundo de 2026.
Recebido por mais de 100 apoiadores no principal aeroporto da capital da Somália, ele afirmou que pretende participar da próxima edição do torneio, prevista para 2030.
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“Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe. Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado”, declarou Artan à imprensa após desembarcar no país.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou à agência francesa de notícias AFP na terça-feira (9) que Artan “é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”. A declaração classificou o árbitro como “inabilitado para ser admitido nos Estados Unidos”.
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) confirmou que Artan não integrará o quadro de árbitros do Mundial, que começa na quinta-feira (11). A presença do somali entre os 52 árbitros selecionados para a Copa de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, foi motivo de orgulho para seus compatriotas.
Em abril, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, declarou que Artan era “um símbolo de inspiração para uma nova geração de somalis”.
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“Ele foi tratado de forma tão injusta”
Funcionários do governo somali também manifestaram apoio ao árbitro. “Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade”, declarou no aeroporto Mohamed Said, funcionário do governo de Mogadíscio.
Em 2025, Artan foi eleito o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
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