O Fundo Casa Socioambiental lançou a chamada “Juventudes e Justiça Climática – Apoio a soluções lideradas por juventudes periféricas e de comunidades tradicionais”, que busca ampliar o acesso ao financiamento direto para grupos que atuam na linha de frente do enfrentamento à emergência climática e ao racismo ambiental.
A nova chamada conta com um aporte de R$ 3 milhões e dá continuidade a uma estratégia iniciada em 2024, quando o Fundo Casa apoiou 35 organizações e movimentos juvenis em diferentes regiões do país.
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As iniciativas apoiadas demonstraram como soluções territoriais conseguem responder diretamente aos impactos climáticos enfrentados pelas comunidades. As inscrições para a nova chamada podem ser realizadas até 30 de junho no site.
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Em São Paulo, jovens do projeto Ciclo Ambiental Rádio Favela, da organização Ciclolog, levou debates sobre racismo ambiental e justiça climática para as ruas, becos e vielas do Jardim Lapenna, na zona leste de São Paulo, por meio de uma rádio itinerante em cima de uma bicicleta.
A iniciativa produziu áudios comunitários, oficinas e encontros com jovens, crianças e moradores para discutir os impactos das enchentes, da falta de saneamento e das desigualdades ambientais no território.
Além das ações de educomunicação, o projeto fortaleceu redes locais, ampliou o diálogo sobre justiça climática nas periferias e criou o jogo de tabuleiro “Juventudes Periféricas no Combate ao Racismo Ambiental”, distribuído em 300 cópias para escolas, coletivos e comunidades. O jogo transforma temas como enchentes, desigualdade e soluções comunitárias em uma experiência educativa e acessível para jovens e moradores do território.
Na Bahia, o projeto Coopera Flora Azul articulou juventude, restauração ambiental e preservação da Caatinga por meio de um viveiro comunitário voltado à recuperação do habitat da ararinha-azul, envolvendo escolas e ações educativas com jovens da região.
A juventude participou das oficinas, expedições, plantios, produções audiovisuais e atividades educativas sobre a Caatinga, ajudando a fortalecer o debate sobre conservação ambiental e justiça climática no território. O projeto alcançou mais pessoas do que o previsto inicialmente e mobilizou jovens que passaram a atuar como multiplicadores das ações ambientais nas próprias comunidades.
Para o Fundo Casa socioambiental, ampliar o apoio a iniciativas juvenis é estratégico para fortalecer respostas locais à crise climática, e também para democratizar o acesso aos recursos e garantir maior participação das comunidades nos processos de decisão.
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